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Embraer corta projeções e ações têm queda

| PARA OS ANOS DE 2019 E 2020 |

A Embraer anunciou ontem uma redução de suas projeções financeiras para os anos de 2019 e 2020, descartando a chance de lucro operacional nos dois exercícios, o que teve um impacto negativo em suas ações na Bolsa paulista.

Os papéis da fabricante aeronáutica, que recebeu aval do governo Jair Bolsonaro (PSL) para a venda de 80% de sua área de aviação comercial à americana Boeing, tiveram queda de 1,2% no dia, fechando a R$ 21,50.

Segundo a fabricante brasileira, embora o mercado global de jatos executivos siga melhorando, a recuperação tem se mostrado mais lenta do que a esperada. Diante desse cenário, a companhia disse que fechará 2018 com 91 jatos entregues, abaixo da previsão inicial de até 125 unidades (o balanço do quarto trimestre ainda não foi divulgado). Para as entregas de aviação comercial, a Embraer diz que serão de 85 a 95 aeronaves.

Diante do menor volume de entregas no segmento executivo e de uma redução dos valores esperados para defesa - devido à revisão dos custos de KC-390, após incidente envolvendo o primeiro protótipo do avião -, a projeção para a receita líquida consolidada passou para US$ 5,1 bilhão em 2018. Antes, a empresa esperava algo entre US$ 5,4 bilhões e US$ 5,9 bilhões.

Para 2019, a companhia divulgou uma expectativa de receita entre US$ 5,3 bilhões e US$ 5,7 bilhões, o que também frustrou as expectativas de mercado. A Embraer prevê entregar em 2019 entre 85 e 95 jatos comerciais, 90 a 110 jatos executivos, 10 aviões Super Tucano e 2 cargueiros KC-390.

Já para 2020, a Embraer divulgou projeções que contempla resultados esperados para os segmentos de aviação executiva e defesa, excluindo a participação de 20% da Embraer na parceria de jatos comerciais com a Boeing. Com a exclusão desse segmento, a receita da companhia deverá ficar entre US$ 2,5 bilhões e US$ 2,8 bilhões. (Agência Estado)

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