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Perda da carteira assinada reduz sindicalização

Série histórica.

01:30 | 09/11/2018
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A redução no número de postos de trabalho com carteira assinada fez a filiação a sindicatos atingir no ano passado o patamar mais baixo da série histórica da Pnad Contínua, iniciada em 2012 pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

 

A taxa de sindicalização caiu de 14,9% em 2016 para 14,4% em 2017. O País tinha 13,1 milhões dos trabalhadores ocupados filiados a algum sindicato no ano passado, uma redução de 3,2% no contingente de associados em relação ao ano anterior. Em 2012, o porcentual de sindicalizados na população ocupada alcançava 16,2%.

 

Desde o pico do trabalho formal, no primeiro trimestre de 2014, até o fim de 2017, houve uma perda de aproximadamente quatro milhões de vagas com carteira assinada.

 

No ano passado, o Norte teve a taxa mais baixa de associação a sindicato, 12,6%, enquanto a do Sul foi a mais alta, 16,2%. No total do País, a sindicalização foi maior entre os empregados do setor público, onde 27,3% dos 11,34 milhões de trabalhadores eram filiados a algum sindicato. Entre os 33,2 milhões de empregados no setor privado com carteira assinada, 19,2% eram associados a sindicato.

 

Entre os trabalhadores que atuavam por conta própria, a sindicalização alcançava apenas 8,6% em 2017. As taxas mais baixas ocorreram entre trabalhadores domésticos, 3,1%, e empregados do setor privado sem carteira de trabalho assinada, 5,1%. 

 

Em 2017, na população ocupada e sindicalizada, 22,3% eram trabalhadores sem instrução e ou não tinham concluído o ensino fundamental, enquanto 31,3% tinham terminado o ensino superior.

Agência Estado