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Escassa em Fortaleza, Heineken diz que tenta suprir demanda

Com instabilidade no fornecimento de long necks e latinhas da marca se intensificando, comércio fica sem ou com pouco estoque da cerveja

01:30 | 20/11/2018

Fornecimento da Heineken está instável em estabelecimentos de Fortaleza (Foto: Mateus Dantas/O POVO)
Fornecimento da Heineken está instável em estabelecimentos de Fortaleza (Foto: Mateus Dantas/O POVO)
As long necks e latinhas verdes estão escassas na Capital. Os relatos são que a instabilidade no fornecimento da Heineken acontece há quase um ano no comércio de Fortaleza e se intensificou neste mês. Os pedidos dos clientes tiveram de ser trocados por outras marcas em barracas de praia, bares e restaurantes.

 

Em 2017, o que aconteceu foi que a Heineken comprou a Brasil Kirin, dona da Schin, Devassa, Glacial, Eisenbahn e Baden Baden. Além disso, a fabricante de bebidas fechou unidade produtora de Horizonte. Ficou a unidade fabril em Pacatuba e a Heineken afirmou, à época, que a produção que atende o mercado cearense não deveria ser afetada com a medida de encerramento de Horizonte.

Ontem, diante das reclamações de empresários de meses de baixo fornecimento do produto na Capital, a empresa defendeu, em nota, que "está trabalhando para atender a crescente demanda por cerveja em Fortaleza e que, recentemente, a sua cervejaria em Alagoinhas, na Bahia, iniciou a produção com o objetivo de aumentar a capacidade de atendimento em toda a região Nordeste".

Mas supermercados, bares e restaurantes têm passado por complicações para abastecer o estoque. Segundo Antonio Alves Moraes Neto, presidente do Sindicato de Restaurantes, Bares, Barracas de Praia, Buffets e Similares do Estado do Ceará (Sindirest-CE), a falta tem impactado nas vendas.

"Está bem escasso o fornecimento do produto. É uma cerveja que tem uma aceitação. Quando tem o desabastecimento a tendência é que isso repercuta em toda a economia". Ele diz que a maior insuficiência é das cervejas menores, as long necks (330ml) e latinhas.

Ivan Assunção, diretor da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel), explica que o transtorno persiste há um tempo. "A falta ocorre desde o fim do ano passado, mas tem aumentado nos últimos meses. Houve um crescimento tão grande que eles não conseguiram prever", diz.

E a situação tem sido mais frequente nos últimos quatro meses, conforme o diretor da Associação Cearense de Supermercados (Acesu), Engel Rocha. "Embora não seja a primeira, a cerveja tem público e é bastante procurada. Portanto, existe um efeito para aquele cliente que acaba não encontrando".

O militar Evaldo Filho, 32, percebeu o sumiço da marca nas prateleiras dos supermercados. "Principalmente a da long neck, a que mais aprecio".

Em um restaurante da Varjota, a falta da mercadoria tem causado transtornos. "Não estamos mais vendendo a cerveja para viagem, estamos dando preferência para quem está no estabelecimento", detalha Tarso Prado, sócio-gerente do Assis, o Rei da Picanha.

O caso se repete nas barracas de praia. "Isso reflete no faturamento, na satisfação do cliente. Há mais ou menos dois meses tem vindo numa escala menor e já chegou a zero", relata Fátima Queiroz, presidente da Associação dos Empresários da Praia do Futuro (AEPFuturo).