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Joaquim Levy, Ivan Monteiro e o cearense Mansueto Almeida no governo Bolsonaro

| Cargos | O ex-ministro da Fazenda, Joaquim Levy, presidirá o BNDES. Ivan Monteiro continuará na Petrobras. Mansueto Almeida ficaria no ministério de Paulo Guedes

21/04/2019 21:51:28

O ex-ministro da Fazenda Joaquim Levy será o novo presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). E, de acordo com informações do blog da jornalista Cristina Lôbo, o futuro ministro da Economia de Bolsonaro (PSL), Paulo Guedes, acertou os nomes já conhecidos de Ivan Monteiro, para continuar na Presidência da Petrobras, e do cearense Mansueto Almeida para permanecer na Secretaria do Tesouro ou ser secretário da Fazenda.

Sobre Mansueto, O POVO já havia publicado, em 14 de outubro deste ano, que ele era cotado para compor a equipe econômica do novo. À época, antes do resultado das eleições, a coluna do editor-executivo de Economia do O POVO, Raone Saraiva, citava que o economista foi convidado por Guedes e que os dois vinham mantendo conversas sobre a atual situação fiscal do Brasil, cujas contas públicas devem fechar 2018 com déficit de R$ 148,1 bilhões. 

"Apontado como ministro da Fazenda de Bolsonaro, Guedes já elogiou publicamente o trabalho de Mansueto, por quem tem ótima impressão devido ao seu espírito público e conhecimento técnico", afirmava a coluna. Quando questionado, Mansueto preferiu se esquivar. Disse apenas que "as eleições não acabaram" e "não faz sentido membros da equipe econômica atual ficarem se posicionando sobre esse assunto".

O fato é que se Mansueto trocar de Secretaria, o cargo corresponderá ao de ministro da Fazenda, mas com a nova estrutura administrativa, perderá o status de ministro para ficar abaixo do ministro da Economia, que será Guedes.

Conforme o blog de Cristina Lôbo, a permanência de Ivan Monteiro na presidência da Petrobras já foi comunicada ao atual governo. A publicação informa que Monteiro também fez uma apresentação sobre os números da companhia ao vice-presidente eleito Hamilton Mourao e foi elogiado pelos resultados obtidos; e também teve conversa com o futuro ministro da Economia.

Já Levy, atual diretor financeiro do Banco Mundial, já está esvaziando suas gavetas na sede da instituição multilateral, em Washington (EUA), para se mudar para o Rio, substituindo Dyogo Oliveira no comando do banco de fomento brasileiro.

Ele assumiria o cargo sob promessa de ampliar a interação do BNDES com os organismos multilaterais, como o próprio Banco Mundial e o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID). Eventuais parcerias para o banco brasileiro captar recursos junto a essas instituições permitiriam ampliar o montante a ser devolvido ao Tesouro no próximo ano.

A oficialização do nome de Levy para o cargo deve sair entre esta segunda e terça-feira. O economista, que mora hoje nos Estados Unidos, estava em dúvida se aceitava o convite por conta da família - que não deve voltar ao Brasil de imediato -, mas acabou dizendo sim. (Com Agência Estado)