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Preço médio das passagens aéreas sobe 3,4% no Ceará em um ano

| Levantamento Anac | No primeiro semestre deste ano, o preço médio da tarifa para voos domésticos no Estado chegou a R$ 394,8

23/05/2019 02:43:19
ALTA nos preços das passagens no Ceará. Na foto, o Aeroporto de Fortaleza
ALTA nos preços das passagens no Ceará. Na foto, o Aeroporto de Fortaleza (Foto: Mauri Melo)

O preço médio da tarifa aérea no Ceará para voos domésticos foi de R$ 394,8 no primeiro semestre do ano. Alta de 3,4% em relação a igual período do ano passado, de acordo com relatório da Agência Nacional de Aviação (Anac). Acima da média brasileira, de 1,5%, no mesmo parâmetro de comparação.

Em um ano, a média de preços das passagens aéreas no País subiu de R$ 337,84 para R$ 342,94. Segundo a Anac, pesou para este cenário a alta nas taxas de câmbio do real frente ao dólar (12,1%) e as variações nos preços do querosene da aviação (34,1%) no período. O combustível corresponde a cerca de 30% dos custos e despesas operacionais dos serviços de transporte aéreo.

Além do Ceará, foi constatada elevação de preços em outros 16 estados. A maior variação foi em Roraima (12,83%) que saiu de R$ 546,26 para R$ 616,39, atualmente a média mais cara do País.

Para o presidente da Comissão de Defesa do Consumidor da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB/CE), Sávio Aguiar, a escalada de preços só mostra que a estratégia de flexibilizar às aéreas a cobrança de despacho de bagagens e marcação de assentos como uma forma de baratear passagens foi equivocada. "Este argumento é falacioso. O que ratifica o entendimento da OAB que esta decisão precisa ser revista judicialmente".

A OAB ingressou com uma ação em 2017 questionando as novas regras autorizadas pela Anac. Mas o argumento não foi acolhido em primeira instância. Atualmente está em grau de recurso no Tribunal Regional Federal (TRF4).

A Anac, porém, ressalva que a bagagem transportada é apenas mais um dos itens que podem influenciar os preços das passagens aéreas."Não se pode esperar que a diferença de preços seja explicada por um único fator isoladamente. A associação de oscilações nos preços a qualquer possível causa, como o transporte de bagagem, depende necessariamente de uma série temporal robusta com diversos indicadores, para que seja possível isolar os impactos de cada variável considerada", justificou no relatório.

No Nordeste, o Ceará é o que oferece a quarta tarifa mais barata. Perde apenas para a média das tarifas da Bahia (R$ 356,27); Sergipe (R$ 370,52) e Maranhão (R$ 370,91). No País, a passagem mais barata é encontrada no Rio de Janeiro (R$ 291,81).

O estudo da Anac mostra ainda que cresceu no Estado o número de bilhetes comprados abaixo de R$ 100. Se no primeiro semestre de 2017, esta modalidade representava 3,4% do total das tarifas, neste ano, subiu para 5,8%. Mais de 40,4% custam menos de R$ 300 (alta de 1,2%). Já o percentual de tarifas acima de R$ 1.500 não chega a 0,4%.

Em relação ao valor médio por quilômetro pago pelo passageiro em voos domésticos (Yield - tarifa aérea médio doméstico real), no primeiro semestre deste ano, houve um acréscimo de 5,4%, ante igual período de 2017. Passando de 0,2184 para 0,2302.

Irna Cavalcante