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2/3 dos bilhetes são de tarifas sem malas

13/06/2018 01:30:00

Dois terços dos bilhetes aéreos vendidos no Brasil são de tarifas que não preveem despacho de bagagens. A informação é da Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear) que reforça que, apesar de ainda ser prematura uma avaliação sobre as novas regras, esta nova classe tarifária abriu espaço para que se praticassem valores menores.


A Gol informa que, nos voos nacionais, a diferença no preço das tarifas econômicas para as demais chega a ser de até 30%. Hoje, segundo a empresa, os bilhetes sem bagagem despachada já representam 65% das vendas. “A maior parte dos clientes tem optado pelas tarifas mais econômicas. Isso nos mostra a importância de ter modelos diferenciados de tarifas de modo a atender as diferentes necessidades de viagem. É muito importante o cliente escolher o modelo que melhor se ajusta ao seu perfil de viagem”.

A Avianca informou que não registrou um aumento significativo no número de bagagens extras despachadas desde a disponibilização das novas tarifas, mas que a avaliação é positiva. "Quando disponível, a tarifa promo é adquirida por muitos viajantes que não têm necessidade de despachar bagagem e, de forma geral, a aceitação tem sido bastante positiva".

Para o presidente da Comissão de Defesa do Consumidor da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-CE), Sávio Aguiar, no entanto, esta é uma distorção que fere o direito do consumidor. “Os reajustes praticados pelo setor aéreo em relação ao serviço de despacho de bagagens também são surreais. Não tem justificativa. Isso só ratifica que esta é uma cobrança abusiva e que a decisão da Anac de pôr fim à franquia de bagagens não tinha qualquer relação com uma possível redução de preços das passagens”.


Uma ação impetrada pela Ordem contestando as regras está aguardando julgamento no Tribunal Regional Federal da 5ª Região (TRF5). Ele ressalta que a precificação da bagagem nunca foi compositora de preços no Brasil porque não há muita concorrência no setor.


Procuradas, a Latam e a Azul se limitaram a informar os valores praticados para despacho de bagagens.

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