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Inabilitação de consórcio adia trâmites do metrô

| LINHA LESTE | Já são quase cinco anos da primeira contratação de obras

23/05/2018 01:30:00

O único consórcio a participar da licitação para realizar as obras físicas da Linha Leste do Metrô de Fortaleza foi inabilitado e atrasa em pelo menos mais oito dias úteis a finalização da contratação para início dos trabalhos de construção.


A inabilitação se deu porque o consórcio, formado pelas empresas Ferreira Guedes e a espanhola Sacyr, não apresentou documento que comprove autorização para funcionamento da estrangeira no Brasil.


Com isso, foi aberto prazo de cinco dias úteis, com término na próxima segunda-feira, 28, para que o consórcio interponha recurso. Além disso, são oito dias úteis para apresentação de novos documentos de habilitação, o que está marcado para 4 de maio, às 9 horas. Mas, caso haja recurso, fica suspenso este último prazo até resposta à interposição.


Patricia Bueno, diretora do Departamento Jurídico do grupo Agis, do qual faz parte a Ferreira Guedes, afirma que a empresa ainda não foi notificada, mas que irá recorrer de qualquer maneira. “A equipe técnica está providenciado tudo para entender o mérito, se precisa ou não ter autorização, se a empresa tem ou não autorização para funcionar no Brasil. É só o que posso adiantar”, diz.


Sobre a licitação, Valéria Rodrigues, coordenadora geral da Central de Licitações do Estado, confirma que o edital da Linha Leste foi bastante questionado. Foram oito impugnações e mais de 700 pedidos de esclarecimentos resolvidos.


O fato é que este é mais um capítulo da obra, parada desde 2015 e que já passou por dois consórcios desde outubro de 2013, quando da primeira contratação. A formação inicial foi entre a espanhola Acciona e a paulista Cetenco, que rescindiu por alegar falta de pagamento. A segunda foi Acciona e Marquise, cujo contrato foi finalizado unilateralmente pela Secretaria da Infraestrutura do Estado (Seinfra).


Atualmente, há duas licitações para a Linha Leste. Serão quatro ao todo. O primeiro, orçado em R$ 1,7 bilhão, refere-se à implantação das obras civis e sistemas de alimentação de energia elétrica, telecomunicações, sinalização e controle, bilhetagem, ventilação e equipamentos de oficina.


O segundo, de R$ 6,5 milhões, inclui dez empresas interessadas em concluir os shafts, que são as entradas por onde as máquinas tuneladoras (tatuzões) começarão o trabalho de escavação dos túneis. A fase de homologação deste vai ocorrer.

 

Beatriz Cavalcante

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