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O futuro do RH: da gestão para a influência

GESTÃO | Buscar o autoconhecimento, entender o contexto e se adaptar ao estilo dos colaboradores são atitudes importantes para um líder influenciar

14/04/2018 01:30:00
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Em sua quarta edição, o RH Brasil apresentou as boas práticas de gestão de tempo e de pessoas, apontando as tendências na área de recursos humanos em um ambiente volátil e de incertezas. O futuro do RH deve evoluir da gestão para a influência de pessoas, com os líderes buscando autoconhecimento, compreensão do contexto e adaptação ao estilo dos colaboradores.


Realizado pelo Instituto Albanisa Sarasate (IAS) e rádio O POVO CBN, o seminário reuniu ontem, no Gran Marquise, gestores, profissionais de RH, diretores de empresas e interessados na temática. O objetivo, segundo a gestora do IAS, Ana Cristina Barros, foi estimular a reflexão dos líderes a partir dos cases apresentados, além de trocar experiências. “As pessoas são um diferencial competitivo das empresas, investir nelas sempre vai ser uma boa alternativa. A gente aprende muito com esse benchmarking”, ressalta.

[SAIBAMAIS]

Abrindo o evento com a palestra “Tendências em gestão de pessoas”, Elaine Saad, presidente da Diretoria Executiva da Associação Brasileira de Recursos Humanos (ABRH Brasil), abordou o conceito da influência como o futuro da gestão de pessoas. “Mais do que gerir, o líder vai ter que influenciar no sentido de conseguir fazer com que o outro realize”. Para tanto, é preciso criar um ambiente de confiança e conduzir o colaborador com perguntas que o estimulem ao raciocínio, o que requer tempo e paciência.


Nesse processo, Elaine sugere que o líder pratique três atitudes. Busque o autoconhecimento, adotando uma postura aberta ao feedback.

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O mundo se tornou exponencial e colaborativo, ressalta Raul Javales, professor da Fundação Getúlio Vargas (FGV) de São Paulo, palestrante do evento a convite de Céu Studart e Edmundo Benigno, fundadores da Desencaixa. Segundo Raul, a mudanças trouxeram o mundo Vuca, que na tradução do inglês significa um ambiente volátil, incerto, complexo e ambíguo.


Diante deste cenário acelerado, é preciso aprender a colaborar e engajar pessoas. É necessário que o líder crie ambiente para inovação, com espaço para o erro, aproveitando o conhecimento multidisciplinar para gerar aprendizados.


Há 20 anos trabalhando com gestão de pessoas, Eduardo Roncolato, 47, gestor de RH na Unicatólica em Quixadá, participou do evento para se atualizar com novas correntes. “A única constância é a mudança Se não acompanhar fica para trás”. Para ele, os desafios na gestão de pessoas passam por reter talentos e criar clima motivador e harmonioso. “Tem que estar motivado e gostar do que faz, senão não motiva as pessoas”.


A coordenadora pedagógica do Colégio Dom Felipe, Priscila Reis, 34, buscou novos aprendizados no RH Brasil. “Lido com pais, professores, alunos, gerações diferentes. Vim aprender mais sobre gestão, pois em tempo de crise é fundamental para o relacionamento interpessoal”, afirma.


O evento RH Brasil contou com apoio institucional do POP Empregos & Carreiras e o Grupo de Comunicação O POVO (GCOP), além da promoção do Great Place to Work (GPTW), da ABRH-CE, Serlares, Hotel Gran Marquise, Unimed Fortaleza e MRH.

 

DO REATIVO PARA PROATIVO

“A Unimed Fortaleza entende que as pessoas são nosso maior patrimônio. É preciso deixar de ter RH reativo para um RH proativo, plugado com o negócio, entendendo das estratégias da empresa”, diz Fátima Santana, da área de gestão de pessoas na Unimed Fortaleza.

 

ESCUTA ATIVA

Renato Felipe, diretor presidente da Ceneged, empresa eleita oito vezes como uma das melhores para se trabalhar no Ceará, atua em sete estados e conta com 1.800 colaboradores. Segundo o gestor, a escuta ativa já consegue resolver a maioria dos problemas.

 

RH ESTRATÉGICO

É preciso incentivar as empresas a perceberem o RH como um setor estratégico, avalia Iara Melo, diretora da MRH. “Infelizmente ainda tem muita empresa que vê o RH como departamento pessoal, como setor que faz festa de aniversário, folha de pagamento”.

 

REFERÊNCIAS

Sueli Alves, diretora de Recursos Humanos (RH) das 3corações, questiona como podemos fazer da empresa uma referência. “Trabalhamos nos funcionários o empreendedorismo. Não é só o labor manual, mas há um shared heart”.

 

TRANSFORMAÇÃO

Felipe Rima, poeta, rapper e escritor diz que o sonho tem o poder de transformar a vida de qualquer pessoa exatamente pela força que ele possui. “É uma esperança, um norte, um ideal. É o que te mantém vivo. Você pode demorar três ou dez anos para atingi-lo”.

 

O VALOR DA MARCA

Bosco Couto, consultor de Marketing e sócio da Being, empresa de estratégia e marketing, destacou, durante palestra no evento RH Brasil, a importância do branding e como as empresas podem gerar valor para o consumidor por meio das marcas.

 

Cristina Fontenele

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