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CBL Alimentos muda para Betânia Lácteos e investe R$ 20 mi no Ceará

NOVA MARCA | A fábrica fica em Morada Nova

01:30 | 10/04/2018
BRUNO GIRÃO, diretor presidente da Betânia Lácteos CHICO ALENCAR, EM 4/8/2015
BRUNO GIRÃO, diretor presidente da Betânia Lácteos CHICO ALENCAR, EM 4/8/2015

A CBL Alimentos S.A., dona das marcas Betânia, Jaguaribe, Lebom e Cilpinho, agora vai se chamar Betânia Lácteos. A estratégia faz parte do reposicionamento da marca no mercado como uma empresa com foco em produtos derivados do leite e com origem no Nordeste. Está previsto também investimentos na ordem de R$ 20 milhões para duplicação da fábrica de iogurte e leite UHT, em Morada Nova (CE). A expectativa é aumentar as vendas em 12% neste ano.

A mudança começa com a marca corporativa, mas deve atingir também todas as embalagens que começam a ser apresentadas ao público em geral a partir do fim de maio. Novos produtos, a maioria no segmento de iogurtes, serão lançados no segundo semestre.

O diretor presidente da Betânia Lácteos, Bruno Girão, explica que hoje a empresa já é a maior indústria de lácteos do Nordeste, com cadeia produtiva 100% de origem local, então este passo vem no sentido de consolidar a liderança no mercado da região.

“Vamos focar naquilo que consideramos que já somos bons. Ao longo da nossa história sempre tivemos uma responsabilidade grande no negócio do leite e o que nos diferencia é que fazemos isso mesmo em condições adversas como a que temos no Nordeste. Agora, pretendemos levantar de forma mais clara esta bandeira”, afirmou.

Ele diz que os outros produtos não lácteos continuam no portfólio. Mas a maior parte dos investimentos será para aumentar a capacidade de produção do que é a expertise do negócio. “Hoje um em cada três iogurtes comercializados no Nordeste é da nossa marca. Estamos em mais de 50 mil pontos de venda e, enquanto no ano passado o setor caiu 11%, nós crescemos 6%”.

Na principal fábrica, em Morada Nova (CE), está sendo finalizada a duplicação da linha de iogurte. Hoje são produzidos em torno de 2.500 toneladas por mês. Daqui a três meses, quando a obra deve ser concluída, serão 5 mil toneladas. A partir da modernização do maquinário de leites longa vida a expectativa é aumentar a produção em 30%. Só em inovação, os investimentos chegarão a R$ 3 milhões.

Dentre os projetos que devem ser potencializados neste ano também está o fortalecimento da cadeia produtiva. Hoje a empresa capta mais de 700 mil litros de leite por dia, que são comprados diretamente de 3,5 mil famílias produtoras de leite em 130 diferentes municípios do Nordeste. A ausência de atravessadores faz com que o preço de venda do produtor aumente.

Girão também informa que estão focando na venda a preço de custo de ração para eles e investindo mais de R$ 600 mil no fomento à produção e qualidade do leite. “Estamos fazendo canteiros de palma forrageira que é este cacto que suporta adversidade climática da região. E também investindo em treinamento e incentivo à tecnologia”.

Ele diz que mesmo com o clima de instabilidade política no País, o consumo está voltando. Os resultados do primeiro trimestre já foram melhores do que mesmo trimestre do ano anterior. E apesar da projeção de aumento nas vendas em geral para este ano ser a mesma da conquistada em 2017, de 12%, o desafio é aumentar o faturamento que foi de 6%.

“O crescimento neste ano vai depender muito de como vai se dar o aumento dos preços. Se vamos conseguir recuperar os preços do ano passado que tiveram queda muito exagerada em função da supersafra de leite no Sudeste e que acabou refletindo nos preços nacionais”, afirma.

Irna Cavalcante

 

 

MAIS IOGURTE E LEITE

 

O investimento de R$ 20 milhões é para a duplicação da fábrica de iogurte e leite UHT, em Morada Nova (CE)

 

A EMPRESA

O TAMANHO DA BETÂNIA

Fundada em 1971 na cidade de Quixeramobim (CE), a Betânia Lácteos conta com cinco fábricas localizadas no Ceará, Pernambuco, Paraíba e Sergipe, além de nove centros de distribuição. A empresa é considerada a maior indústria de lácteos do Nordeste e líder em leite UHT na região com 30% de participação de mercado. No segmento de iogurte responde por 13% na Região.

O grupo responde pelas marcas Betânia, Jaguaribe, Lebom e Cilpinho e possui uma linha de produtos com mais de 120 itens, como leites pasteurizados, leites longa vida, bebidas lácteas, iogurtes, queijos, requeijões, doce de leite, leite em pó, creme de leite e leite condensado.

A Betânia produz mais de 700 mil litros de leite/dia, 1.870 empregados e está em 50 mil pontos de venda.