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CE cresceu 25,15% em número de terminais eletrônicos de pagamento

O percentual, no entanto, é inferior ao do Brasil, que foi de 41,99% em igual período de cinco anos

01:30 | 14/03/2018
AS MAQUINETAS são importantes porque estimulam também o pequeno comércio DIVULGAÇÃO
AS MAQUINETAS são importantes porque estimulam também o pequeno comércio DIVULGAÇÃO

Diversificar os meios de pagamento é uma forma de garantir atratividade nos negócios. Nos últimos cinco anos (2011 a 2016), o aumento de terminais eletrônicos de pagamento no Ceará, os chamados POS (points of sales), foi de 25,15%, inferior ao percentual do Brasil de 41,99%.

No Nordeste, o crescimento dos POS é o menor entre as regiões, sendo 12,72%, ante cenário acelerado nas demais: Sudeste (42,08%), Norte (54,04%), Sul (59,49%) e Centro-Oeste (66,87%). Os dados são da iZettle, fintech (empresa inovadora do setor de finanças) sueca que opera no Brasil desde 2013.

De acordo com Daniel Bergman, CEO da iZettle no Brasil, a baixa presença de leitores de cartão no Nordeste limita o potencial de crescimento da região. “As máquinas são importantes para estimular o crescimento dos pequenos negócios e o aumento das vendas com a oferta de crédito, além de vantagens como fugir da inadimplência”, diz.

O Brasil segue a tendência global de caminhar para um futuro em que os pagamentos por produtos e serviços sejam apenas digitais. De acordo com o estudo divulgado pela consultoria Euromonitor International, em janeiro desse ano, as transações com cartão cresceram 5,5% no Brasil, em 2017, frente a uma evolução de 4% das vendas em espécie. Globalmente, as transações em dinheiro caíram 1%. “Foi o primeiro ano em que as transações com cartão superaram as com dinheiro em espécie no mundo”, complementa.

O Nordeste fechou o 3º trimestre de 2017 com o maior crescimento no volume de transações de débito (14,6%) entre as regiões, ante igual período de 2016. O volume total (débito e crédito) foi responsável pelo segundo maior crescimento (8,3%) do País, ficando atrás do Sul (10,5%). Os dados se baseiam no último balanço da Associação Brasileira das Empresas de Cartões de Crédito e Serviços (Abecs).

Na avaliação do economista Alex Araújo, a utilização do débito figura como um componente ligado à segurança, uma vez que diversos clientes evitam sair com dinheiro em espécie. Além disso, é reflexo da redução do número de agências bancárias. “Em 2017, fecharam 1.500 agências no Brasil”.

Alex aponta a popularização dos POS, com destaque para a máquina chamada de “moderninha”, que facilitou a venda em pequenos negócios. Mas a diferença na evolução do Ceará e do Nordeste em relação ao País ainda reflete dificuldade da população em acessar o sistema bancário. “Na medida em que não há acesso a esses serviços, você corre o risco de ter mais uma exclusão social econômica”, avalia.

VENDAS NO CEARÁ

As vendas do comércio varejista no Ceará cresceram 2,5% em janeiro desse ano ante igual período de 2016, segundo Pesquisa Mensal do Comércio (PMC), divulgado ontem pelo IBGE.

 

CRISTINA FONTENELE