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BNB passa a financiar Fies a partir de fevereiro de 2018

01:30 | 28/12/2017

O Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) vai receber, pela primeira vez, investimento dos Fundos Constitucionais e de Desenvolvimento, que são responsabilidade do Ministério da Integração Nacional. O presidente do BNB, Romildo Rolim, disse que as operações de crédito começam em fevereiro e no Nordeste deverão atender cerca de 150 mil alunos o ano todo.

Explica que o que muda para quem buscar o financiamento do FNE são as taxas de juros ainda mais baixas que as oferecidas em infraestrutura e logística para comércio, indústria e serviço. A Região Nordeste receberá R$ 700 milhões do total de mais de R$ 1 bilhão dos fundos que vão fortalecer a linha de financiamento a partir do próximo semestre, além de estarem garantidas melhores condições aos estudantes, como juros baixos e longo prazo de quitação.

As operações de crédito do Fies, fase II, vão financiar estudantes de famílias com renda per capita de três a cinco salários mínimos. O BNB pretende trabalhar de forma automatizada pegando os dados do estudante no MEC e levando uma agência itinerante às universidades.

Modalidades

Considerando uma estimativa de inflação de 3,96% ao ano (expectativa de mercado registrada no Boletim Focus) e de taxa prefixada da TLP de 2,68% ao ano, as novas taxas de juros do FNE para 2018, de acordo com o tipo de operação ou finalidade do projeto, poderão financiar projeto de investimento em infraestrutura para água, esgoto e logística (FNE Água): 5,15% ao ano (a.a.). O valor da TJP deve ser divulgado até amanhã.

Para operações de investimento para empreendedores com receita bruta anual de até R$ 90 milhões o BNB estima uma taxa de 5,45% a.a. E nas Operações de capital de giro para empreendedores com receita bruta anual acima de R$ 90 milhões: 6,65% a.a.da composição das taxas de juros do FNE, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) e a parcela prefixada da TLP passam a ser componentes do cálculo.

Sobre a parcela prefixada da TLP incidirão fatores, como o CDR, o bônus de adimplência e o fator do programa (alinhado ao tipo de operação ou finalidade de uso do financiamento), resultando nas novas taxas. (Artumira Dutra)