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Estradas do CE: entre as piores do País

Levantamento da CNT aponta que o Ceará poderia reduzir o custo operacional se as estradas fossem boas

10/10/2017 01:30:00
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Cálculos feitos pela Confederação Nacional do Transporte (CNT) apontam que o custo operacional e de transporte no Ceará é 27,8% maior do que poderia ser, porque as estradas que cruzam o Estado não apresentam boas condições de trafegabilidade. No Brasil, esta média é de 24,9%.


Em uma rodovia que tem pavimento ruim não é possível, por exemplo, trafegar na velocidade permitida, o custo de manutenção dos veículos é maior, gasta-se mais combustível, atrasam-se a entregas e se gera perda de competitividade do Estado.

[SAIBAMAIS]

Ao comentar estudo divulgado pelo Departamento Nacional de Infraestrutura de Transporte (Dnit), do último dia 2, que aponta o Ceará em quinto lugar com piores trechos de estradas federais do País, o diretor executivo da CNT, Bruno Batista, reforça que se tivessem sido consideradas também as condições das estradas estaduais e fatores como a falta de sinalização e a geometria da via, esta avaliação seria ainda pior. “Uma rodovia pavimentada, mas que não é bem sinalizada, continua sendo insegura”, diz.


Para o presidente da Câmara Temática de Logística do Ceará e do Conselho de Infraestrutura da Federação das Indústrias do Estado do Ceará (Fiec), Heitor Studart, a demora na conclusão das obras no anel viário que conta ao todo com 32 quilômetros de extensão, com início na CE-040 (Eusébio), está entre os principais gargalos para o escoamento da produção. O trecho em obras, de responsabilidade do Governo Federal, foi retomado em agosto, pelo Governo do Estado, com recursos do Dnit, após passar três anos parado.

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“O anel está interditado em vários trechos e isso traz impacto muito profundo na economia porque todo tráfego para o Porto do Mucuripe e Pecém são feitos pelo anel. A BR-222, do km 0 até o entroncamento da CE -155, que dá acesso ao porto do Pecém, também falta trafegabilidade”, diz Studart.


Já para o presidente do Conselho Deliberativo da Associação Brasileira de Atacadistas e Distribuidores de Produtos Industrializados (Abad), José do Egito, se o caminho que liga Fortaleza a Russas estivesse em melhores condições seria possível economizar de 15 a 20 minutos no trajeto. “Reduziriam os gastos de manutenção dos veículos, o frete, o custo todo da operação”. Ele diz que hoje as rodovias estaduais são bem melhores do que as federais.

 

Irna Cavalcante

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