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Como economizar nas compras

Para economizar nas compras, é preciso fazer planejamento, analisar as vantagens e desvantagens de comprar nas lojas de atacarejo ou nos supermercados. A escolha certa varia de pessoa para pessoa

30/10/2017 01:30:00
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Os atacarejos, lojas que vendem no atacado e no varejo, viraram os queridinhos dos consumidores que buscam economia. Mas é bom saber que comprar mais nem sempre é sinônimo de economia. A regra neste caso é sempre pesquisar e comparar os preços e ver o que realmente compensa adquirir em maior quantidade. Além disso, é preciso avaliar vários pontos para escolher a melhor opção. Para especialistas, a resposta sobre quando vale a pena comprar no supermercado ou no atacarejo depende de vários fatores e varia caso a caso.


Para o economista do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre/FGV) André Braz, é preciso adotar algumas estratégias para aproveitar o poder de negociação das redes de atacado. Explica que antes de levar grandes quantidades de um produto é preciso verificar a validade, saber se em casa tem espaço para o acondicionamento e se vai conseguir consumir tudo naquele prazo. “Esse tipo de comércio é bem-vindo, principalmente para quem tem família grande”, comenta, considerando também a possibilidade de poder dividir as compras entre familiares, amigos, aproveitando apenas o desconto.


Braz destaca que não é verdade absoluta que o atacarejo tem sempre o menor preço. Para ele, as pessoas devem acompanhar os encartes, propagandas dos supermercados. “A internet é uma grande aliada nessa pesquisa”, completa, acrescentando que hoje existe até aplicativo indicando onde o produto está mais barato. O economista não aconselha fazer grandes estoques porque podem aparecer outras promoções que não vão poder ser aproveitadas se a pessoa estiver com a despensa cheia.


Ele aconselha fazer compras semanais e só comprar grandes quantidades do que efetivamente estiver com preço abaixo do mercado e que vai ser consumido. Na opinião de André Braz o segredo é fazer monitoramento, anotar e comparar preços e não investir apenas em um item.


Avaliações


Para a coordenadora do Núcleo de Educação do Consumidor e Administração Familiar (Educon), Shandra Carmem Aguiar, compensa comprar nos chamados atacarejos produtos não perecíveis, como os de limpeza, que têm uma validade maior, se a pessoa tiver onde armazenar. Ela também considera que é preciso ficar atento à qualidade, quantidade e tempo de consumo e preço. Orienta que quando a pessoa vai às compras deve primeiro fazer uma lista do que precisa, determinar quanto vai gastar e fazer várias avaliações para aproveitar liquidações, promoções ou quantidades em maior quantidade.


Shandra destaca que só o fato do produto estar barato não diz nada. “É preciso avaliar se eu uso na minha casa, se eu vou ter onde guardar e se ele vai ser consumido no tempo previsto, senão estraga”, afirma, observando que têm certas economias que se forem avaliadas não servem para nada e às vezes, pode-se até perder dinheiro com um produto que vai se estragar.


A especialista destaca que ela mesma costuma ir à Ceasa onde compra frutas e verduras por preços bem mais baixos que no supermercado e divide com a família. Concorda que dividir compras maiores entre colegas e amigos é interessante. “Eu já faço isso há muito tempo e compensa”.


Adianta que pesquisar preços é a lição número um do consumidor. Segundo ela, não existe supermercado que vende mais barato ou mais caro. “A pessoa precisa ter noção dos preços dos produtos, avaliar, escolher porque no dia que tem promoção de frutas, por exemplo, eles aumentam os preços de outros produtos”, diz.

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