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Cartão de crédito para se planejar financeiramente

Há quem não indique o uso do cartão de crédito para alcançar o controle financeiro. Mas se ele for utilizado da maneira correta pode ajudar no planejamento do orçamento mensal familiar

16/10/2017 01:30:00
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O GuiaBolso, aplicativo de controle financeiro, também tem uma lista detalhada de dicas para ajudar a gastar menos. Entre elas, sugere dar férias ao cartão de crédito. Explica que o grande problema do cartão é dar a falsa impressão de ter uma renda maior do que é na realidade. O economista José Maria Porto discorda. Ele considera o cartão de crédito um instrumento de planejamento financeiro importante (concentrando todos as despesas num cartão só e aproveitando as datas para pagar compras com 40 dias).


Mas o economista lembra que é preciso ter alto controle e usá-lo como aliado. “Hoje existem muitos aplicativos que informam sobre o limite para que ele não seja ultrapassado”, diz, orientando a nunca usar o cartão como se fosse um complemento da renda ou um segundo salário. O mesmo vale para o cheque especial.


Outra recomendação dos especialistas é usar os programas de recompensa do cartão de crédito. Conferir o número de pontos acumulados no programa de recompensas vinculados ao cartão e resgatá-los traz uma boa economia.

Educação


José Maria observa que o grande segredo é fazer contas, pechinchar e dar mais valor ao que se ganha e não ao que se gasta. Para ele, com a quantidade de informações sobre como cuidar do dinheiro não era para ninguém mais hoje estar se enrolando com coisas simples. “Nos últimos dez anos a educação financeira é palavra de ordem. Educação financeira traz qualidade de vida, principalmente no longo prazo, evitando desgaste pessoal e familiar, estresse e até separação”, afirma.


O economista diz que as pessoas também podem economizar deixando de comprar roupas de grife, por exemplo. Explica que em lojas de departamento é possível comprar peças de qualidade e coleções desenhadas por estilistas famosos. Uma dica do Guia Bolso é comprar, pelo menos as peças básicas, nesses estabelecimentos que têm os preços mais convidativos.


Mas adianta que é importante também gastar um pouco mais em algumas peças de melhor qualidade, que duram mais. Outra opção sugerida por José Maria são os brechós, onde é possível comprar roupas, sapatos e bolsas seminovas por preços bem mais em conta.


Compartilhamento


Alisson Martins, economista e professor da Unifor, destaca que, nas finanças pessoais modernas, surge com toda força a economia compartilhada, que traz benefícios para o bolso, pois possibilita economizar no consumo de produtos e serviços. Além de ajudar a economia como um todo a ser mais eficiente e enfrentar o consumo desenfreado. “Ela atua de maneira a construir um consumo colaborativo”, explica, citando o site Consumo Colaborativo como fonte de consulta. (Artumira Dutra)

Adriano Nogueira

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