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Cálculos do IBGE não seguem critérios do setor

Segundo presidente da Abear, variações dependem da sazonalidade de eventos, férias e câmbio

19/10/2017 01:30:00
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A base comparativa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e da Fundação Getúlio Vargas (FGV) para cálculos de aumento e redução no preço das passagens no País não prejudica o setor da aviação civil. Contudo, a metodologia empregada difere dos padrões internacionais adotados pela Associação Brasileira de Empresas Aéreas (Abear). É o que afirma Eduardo Sanovicz, presidente da entidade.


“Tanto IBGE quanto FGV usam técnicas de cálculo para apurar inflação mensal do Brasil. Comparam mês a mês. Do ponto de vista técnico, não fazemos isso. Como os preços flutuam, fato que acontece em um mês, e não se repete no outro, têm impacto direto no preço”, aponta. Ele explica que feriados, férias e até eventos como o Rock in Rio incidem diretamente no valor das passagens.


As análises do IBGE e FGV também podem sofrer variações. “Eles acessam o site da companhia aérea, elegem seis ou oito rotas e acompanham. Os consumidores sabem que o preço informado no site não é necessariamente aquilo que foi cobrado. Se a passagem foi vendida cinco hora depois, seu preço pode ter subido ou diminuído”, considera. “Os dados não são injustos conosco. Mas são se aplicam da mesma forma”, diz.

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Com relação a valores mais altos, ele destaca não existir aumentos nos preços das passagens. “Não houve custo em nenhuma das variáveis que compõem a passagem, como combustível, câmbio e outros tributos. Registramos, em agosto, 5,59% da demanda (passageiros) se comparado com igual período do ano passado. Esse crescimento, acredito, baseia-se em um preço mais acessível ofertado”, disse. O presidente da Abear afirma que a tendência dos preços é de queda, mas não especifica números. “Se isso acontece ou não, só saberemos em fevereiro ou março do ano que vem, quando a Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) divulga um novo relatório”, afirma.


Ceará

Para desenvolver o setor aéreo no Ceará, Eduardo cita a importância da requalificação da economia estadual. “O hub (Air France-KLM/Gol) não chega de maneira isolada. Ele se apresenta em um momento em que os projetos estão em fases diferentes de maturação, como implantação dos cabos submarinos, o Porto do Pecém, a siderúrgica (Companhia Siderúrgica do Pecém), o polo de saúde (do Eusébio). São quatro pilares que contribuem”, analisa.

 

Outro aspecto mencionado é que a aviação demanda mão de obra com qualificação mais elevada em relação à média e paga salários melhores, geralmente fixando esse capital humano. Não é uma coisa sazonal, que independe da alta estação”, diz. O prazo para o desenvolvimento na área, acredita, é de até cinco anos. Ontem, Eduardo Sanovicz participou de evento na Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Ceará (Fecomércio-CE).

 

Adriano Nogueira

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