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Senai Ceará terá atuação em Moçambique

Iniciado em julho, projeto leva capacitação profissional em diversas áreas, tais como eletromecânica, construção civil e energias renováveis

01:30 | 09/09/2017
Paulo André Holanda, diretor regional do Senai/CE, durante encontro com diretores de institutos técnicos moçambicanos, em julho deste ano DIVULGAÇÃO FIEC
Paulo André Holanda, diretor regional do Senai/CE, durante encontro com diretores de institutos técnicos moçambicanos, em julho deste ano DIVULGAÇÃO FIEC

Com os bons resultados iniciais em Moçambique, a presença do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial do Ceará (Senai-CE) no país africano começa a se intensificar a partir deste mês. Uma nova comitiva desembarca em Moçambique no próximo sábado, 18. O objetivo é, durante os próximos três anos e meio, implantar um sistema de aprendizado técnico profissionalizante, como forma de auxiliar os moradores a desempenharem funções que ajudem nas áreas mais necessitadas do país. A primeira ida ocorreu em julho deste ano, quando a iniciativa foi apresentada aos estudantes.

Serão vários cursos distribuídos entre as seguintes áreas: eletromecânica, construção civil, alimentos, tecnologia da informação e energias renováveis. A escolha das áreas de estudo se deu com uma pesquisa acerca de quais setores estavam mais necessitados de profissionais. O processo funciona com técnicos brasileiros indo até o país para capacitar professores locais a reproduzirem o conhecimento para os alunos. De julho para cá, já foram 43 capacitados nas turmas de mecânica industrial e eletricidade industrial. A meta é fechar os três anos de atuação com 2 mil novos profissionais.

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O projeto surgiu por meio da Agência Japonesa de Cooperação Internacional (JICA), que representa o governo nipônico e foi responsável pela pesquisa. Em parceria com o governo de Moçambique, eles solicitaram o auxílio do Brasil, também falante de língua portuguesa. O Senai-CE foi selecionado após apresentar os projetos mais representativos dentro das áreas de conhecimento. Serão três cidades moçambicanas atendidas pelo projeto: a capital Maputo, Nampula e Nacala.

De acordo com Paulo André Holanda, diretor regional do Senai Ceará, dois contratos já foram firmados, um de US$ 300 mil, que serão pagos pelo governo de Moçambique e outro de US$ 3,5 milhões, financiado pela JICA. “O projeto é dinâmico. Instrutores vão, dão suas disciplinas e voltam. E segue assim. São mais de 60 profissionais envolvidos nessa missão. E eles de Moçambique também virão fazer aulas aqui no Brasil, em 2018, mas só depois de julho. Ao final de cada módulo lá, eles recebem certificado emitido pelo Senai-CE”, aponta Paulo. A comitiva que sai em setembro de Fortaleza ainda não levará os técnicos de formação, que chegarão no país em outubro.

Coordenador do projeto em Moçambique, Jonas Rolim pretende passar os próximos três anos e meio no país, onde irá ajudar na implantação e execução do projeto. “Eles já tem o formato de educação profissional deles, então vamos chegar para ajudar a desenvolver melhorias. A ideia é levar nossa expertise para lá”, conta Jonas.

Projetos futuros

No fim do mês de agosto, Paulo esteve em Brasília representando o Senai/CE, ao lado dos Senais do Paraná, Pernambuco e São Paulo. Os quatro apresentaram projetos com propostas de ensino, que a Confederação Nacional da Indústria (CNI) utilizará para compor um documento a ser apresentado para JICA, para ser base de futuras parcerias com outros países africanos lusófonos. De acordo com Paulo, ainda não há data para uma apresentação final do projeto.

 

HAMLET OLIVEIRA

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