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Medidas do Governo surtiram efeito positivo

02/09/2017 01:30:00

Para o economista chefe da Austin Rating, Alex Agostini, algumas medidas do governo foram importantes para a recuperação do consumo das famílias, que representa 64% do PIB. Entre elas cita a liberação de recursos inativos do FGTS, a queda da taxa de juros básica e a redução do endividamento das famílias em anos anteriores.


“Pra mim, o que surpreendeu foi o crescimento do setor de Serviços, mais especificamente os segmentos de atividades imobiliárias e comércio (atacadista e varejista), pois são atividades que dependem de confiança na economia e renda disponível. Ou seja, as famílias não apenas consumiram por dinheiro adicional, mas estão mais confiantes na economia”, avalia.

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Adianta que o crédito não está travado. “O que há é uma ampla e justa preocupação do setor bancário em relação às condições financeiras das famílias, ou seja, por mais que a inadimplência tenha caído, há um nível elevado de desempregados e os bancos não vão sair concedendo crédito de forma irresponsável”, comenta, enfatizando que ainda é preciso melhorar as variáveis de risco, entre elas o nível de emprego.


O economista da Fundação Getúlio Vargas (FGV), Marcel Grillo Balassiano, também considera que o crescimento é positivo. Observa que após 12 trimestres consecutivos de queda, o PIB cresceu 0,3% no segundo trimestre em relação ao mesmo período do ano passado. “Esse resultado do segundo trimestre, apesar de ser um número menor do que no primeiro trimestre (0,2% X 1,0%,na margem, trimestre a trimestre), apresenta um crescimento mais disseminado nos setores do que no anterior”, analisa. Completa que enquanto no primeiro trimestre de 2017, o crescimento foi basicamente puxado pela agropecuária, nesse trimestre o consumo das famílias veio positivo, cresceu 1,4% em relação ao trimestre imediatamente anterior.


Balassiano explica que, pelo lado da oferta, e refletindo o consumo das famílias, o comércio, um dos principais componentes dos serviços, também apresentou uma alta (0,9%) depois de 12 trimestres de quedas consecutivas. Acrescenta que é claro que os indicadores recentes da economia vêm apresentando melhorias, até porque a recessão, que se iniciou no segundo trimestre de 2014, de acordo com o Comitê de Datação de Ciclos Econômicos (Codace), foi a pior da história do Brasil.

Artumira Dutra

Adriano Nogueira

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