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Inflação desacelera na Região Metropolitana de Fortaleza

07/09/2017 01:30:00

A inflação na Região Metropolitana de Fortaleza apresentou queda de 0,19% em agosto, no comparativo com o mês de julho. A informação foi divulgada ontem pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) através do Índice Nacional de Preços para o Consumidor Amplo (IPCA).


As maiores baixas registradas nos grupos pesquisados foram comunicação (2,02%), alimentos e bebidas (0,80%) e habitação (0,37%). No segmento de comunicação, as contas de telefone celular ficaram mais baratas. No subsetor de alimentos e bebidas, o destaque foi a diminuição do preço de tubérculos, raízes e legumes (6,49%) e de cereais, leguminosas e oleaginosas (5,18%). Fatores climáticos, aliado com a boa safra, possibilitaram o cenário favorável. Já em habitação, houve queda no preço da energia elétrica residencial (1,48%), artigos de limpeza (0,59%).


Outros grupos, no entanto, registraram alta. É o caso do segmento de vestuário (0,56%), despesas pessoais (0,53%) e saúde e cuidados pessoais (0,45%). No segmento de vestuário, as roupas masculinas encareceram, com alta de 1,67%, enquanto as peças infantis apresentaram elevação do preço em 1,50%.


A inflação acumulada no ano (janeiro a agosto) na RMF ficou em 1,31%, sendo puxada por altas no grupo da educação (7,08%), transportes (4,80%) e saúde e cuidados pessoais (4,46%).


O economista Alex Araújo alerta que a deflação é um reflexo da recessão econômica que acossa o País. “Isso pode gerar um efeito negativo ainda maior, já que a população deixará de consumir, esperando que os preços despenquem”, ressalta. Para ele, o consumo é um dos indicadores de melhora do cenário econômico. Sobre o IPCA registrado nos alimentos, afirma que a estabilização dos preços se deu pela manutenção da oferta.


No País, o IPCA ficou em 0,19% em agosto. De acordo com o IBGE, a taxa é a mais baixa para meses de agosto desde 2010 (0,04%). A taxa ficou abaixo dos 0,24% de julho deste ano e dos 0,44% de agosto do ano passado. A inflação acumula taxa de 1,62% no ano, a menor para o período desde o início do Plano Real, em 1994. Em 12 meses, a taxa acumulada chega a 2,46%, abaixo do piso da meta de inflação, que é de 3%. (Átila Varela)

 

Adriano Nogueira

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