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Governo assina memorando para financiar refinaria

01:30 | 13/09/2017

O Governo do Estado assina na próxima semana o memorando de entendimento (MOU) com o Banco de Desenvolvimento da China (China Development Bank) para o financiamento da refinaria no Ceará. Ao todo, são US$ 4,5 bilhões em recursos.

“Assinaremos o memorando com o banco chinês que irá financiar o empreendimento que ficará localizado no Complexo Industrial e Portuário do Pecém (Cipp)”, disse ontem governador Camilo Santana, em sua página no Facebook.

Do montante, US$ 4 bilhões são voltados à concepção do projeto da refinaria. Os outros US$ 500 milhões serão empregados na construção de um terminal petroleiro no Pecém. “Já apresentamos ao banco o primeiro esboço”, disse Antonio Balhmann, assessor especial para Assuntos Internacionais do Governo.

Ele também explica que, na agenda, o Governo assinará o acordo de operação com a Qingdao Xinyutian Chemical e a China Brasil Petróleo Importação e Exportação - companhia responsável pela negociação com os fornecedores de óleo. “Esta é a última fase do processo de articulação para a refinaria”, adianta. O fornecedor mais provável do óleo, assegura, são os investidores da National Iranian Oil Company.

Sobre a Guandong Zhenrong Energy, que assinou um memorando de entendimento em novembro de 2016 para a refinaria, Balhmann explica se tratar de mais um investidor. “A Qingdao executa o projeto. Ela pode fazê-lo, comprar tecnologia ou chamar outra empresa petroleira para o negócio. Foi apresentado a nós a Guandong, mas também pode ser outra”, explica.

O empreendimento irá refinar 300 mil barris de petróleo por dia. Contudo, a operação será dividida em duas fases – ambas com 150 mil barris /dia. Cada etapa está orçada em US$ 4 bilhões. Também é projetada uma petroquímica da Qingdao Xinyutian Chemical – destinada à produção de derivados advindos do combustível fóssil. O projeto da refinaria demandará 600 hectares. 400 para as duas fases do equipamento, além de outros 200 para a instalação da petroquímica. Ela, aliás, exigirá investimentos estimados de US$ 3 bilhões.

Átila Varela

 

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