PUBLICIDADE
Jornal

Motorista inspira segurança

26/08/2017 01:30:00

A advogada Dorian Gomes Dantas, 55, depois do divórcio precisou se restabelecer financeiramente. Ela então decidiu criar um serviço de viagens particulares. “Além de todos os gastos com o divórcio, eu percebi que deixava frequentemente os amigos da minha filha em suas casas. Um dia ficou muito caro e passei a cobrar”, explica.


Em 2015, quando começou a atuar como motorista particular, Dorian recebeu indicações dos pais dos jovens, o que lhe garantiu uma demanda fiel. “Entrei no ramo antes de o Uber surgir no País. Algumas pessoas confiaram no meu serviço e me indicaram para mulheres, algo que fez com que eu trabalhasse exclusivamente para elas. A maioria, por exemplo, são médicas que entram cedo e saem tarde em hospitais. Por causa do horário, elas ficam preocupadas em pedir um Uber ou Táxi, já que existem casos de assédios em ambos os serviços”. Sua lista de clientes consiste em mulheres que trabalham muito em escritórios e com atendimentos.


Depois de três anos como motorista particular, Dorian também entrou no Uber, o que lhe garante R$ 5.000 mensais com os dois empregos. “Já as viagens para homens que eu faço são exclusivos para os filhos das clientes que confiam em mim, logo que eles vão para festas, escola, curso de inglês, faculdade etc. Entretanto, já sofri muito nessa função. Já cancelaram corridas de Uber só porque sou mulher. Às vezes, até mulheres cancelam por causa disto, o que é uma pena. Preconceito e medo afastam qualquer um”.


Adriano Nogueira

TAGS