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Jornal

Governo inicia estudos técnicos e ambientais

Início da construção depende de agente financiador. O empreendimento deve gerar 10 mil empregos na fase de construção e até 8 mil postos de trabalho permanentes (diretos e indiretos)

10/08/2017 01:30:00
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O Governo do Ceará iniciou as análises ambientais e técnicas para a instalação da refinaria encabeçada pelos chineses. Para iniciar a construção do equipamento, falta apenas fechar o acordo de financiamento do projeto. O empreendimento, orçado em até US$ 6 bilhões, ficará localizado no Complexo Industrial e Portuário do Pecém (Cipp), na área da Refinaria Premium II - cancelada pela Petrobras em 2015.


Assim a refinaria ainda aguarda a conclusão do repasse de recursos, que podem ser concedidos pelo Fundo de Cooperação Brasil-China, através do Fundo de Cooperação Chinês para Investimento na América Latina (Claifund). Os recursos do fundo viabilizarão o financiamento de até US$ 20 bilhões em projetos de investimento exclusivamente no Brasil, que sejam considerados de interesse comum dos dois países. Na parceria, a China entra com 70% do valor e o Brasil com os 30% restantes.

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As informações foram confirmadas ontem pelo assessor de Assuntos Internacionais do Estado, Antonio Balhmann. “Caso o financiamento não seja aprovado, ainda há a possibilidade dos recursos serem liberados por meio de uma parceria de um banco chinês com outro banco internacional”, diz.


Em viagem para a 9ª Cúpula dos Brics (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul), em setembro, em Xiamen, na China, o governador do Estado, Camilo Santana, aproveitará para visitar a multinacional chinesa Guangdong Zhenrong Energy, responsável pelo projeto da refinaria.


Produção

A expectativa é que o empreendimento gere até 10 mil empregos na fase de construção e 8 mil postos permanentes entre diretos e indiretos. A unidade deve refinar 300 mil barris de petróleo ao dia. A National Iranian Oil Company (NIOC), do Irã, deve atuar como sócia-fornecedora da Zherong.

 

A cadeia produtiva do petróleo também ganhará. A petroquímica Qingdao Xinyutian Petroquimical, que também integra o projeto, deve ficar responsável pela produção de derivados advindos do combustível fóssil.

 

Rodrigo Aparecido

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