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Legado na educação, arte e cultura do Ceará

Empresário cearense, Airton Queiroz, morreu aos 70 anos na madrugada de ontem em Fortaleza. O chanceler assumiu a direção executiva do Grupo Edson Queiroz quando tinha 36 anos

04/07/2017 01:30:00
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Um homem de visão empresarial, que via na educação a ponte necessária para o desenvolvimento do Estado, um entusiasta da arte e da cultura. Estas são lembranças que ficam do presidente da Fundação Edson Queiroz, mantenedora da Universidade de Fortaleza (Unifor), e um dos sócios do Grupo Edson Queiroz, o chanceler Airton José Vidal Queiroz, 70, que faleceu na madrugada de segunda-feira, 3, no Hospital Monte Klinikum, onde estava internado há mais de 90 dias para tratamento de câncer pulmonar.

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Ele foi velado pela manhã, em cerimônia fechada para familiares e, em seguida, teve o corpo cremado. Suas cinzas serão espalhadas nos jardins de sua residência e da Unifor. O governador do Ceará, Camilo Santana, e o prefeito de Fortaleza, Roberto Cláudio, decretaram luto oficial de três dias no Estado e na Capital pela morte do empresário.


Primeiro dos seis filhos de Yolanda e Edson Queiroz, fundador do grupo de mesmo nome e um hoje dos maiores conglomerados empresariais do País, Airton Queiroz era economista por formação, teve papel fundamental na trajetória de expansão do grupo após a morte do pai, em 1982, sobretudo, no processo de projeção das empresas no mercado internacional e destacou-se pelo seu trabalho à frente da Unifor.


Em nota, o governador Camilo Santana afirmou que Airton deixou um legado singular por meio da valorização da educação, da arte e da cultura, contribuindo para o desenvolvimento social, cultural e econômico do Estado. “Seu espírito desbravador e empreendedor ficará marcado em nossa história, por meio também dos seus projetos de responsabilidade social e ambiental”, afirmou Camilo.

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Para o prefeito Roberto Cláudio, o trabalho realizado pelo empresário à frente da Unifor colocou a instituição no rol das grandes universidades do Brasil, com interseção e parcerias internacionais que projetam o ensino e a pesquisa gerados em Fortaleza. “O chanceler Airton Queiroz deixa para o Ceará, para o País e para o mundo da academia, em especial, uma história de forte compromisso com o saber e a democratização do conhecimento”.


O grande apreço pela arte, outro traço marcante da trajetória de Airton, também ajudou a projetar o nome do chanceler para fora do Estado. Ele era um dos maiores colecionadores da América Latina e seu acervo que cobre mais de cinco séculos de história da arte reúne obras de artistas como Portinari, Di Cavalcanti, Volpi, Anita Malfatti, Antonio Bandeira, Sérvulo Esmeraldo, Monet, Renoir, Miró e Dalí.


“O Ceará perde um empresário da maior competência, um homem valoroso. Amante das artes, foi generoso com a sociedade ao compartilhar suas obras e paixões. Seu legado permanecerá. Desejamos conforto e força para a família”, afirmou a presidente do Grupo de Comunicação O POVO, Luciana Dummar.

 

Saiba mais


Dentre os muitos títulos e prêmios recebidos, o chanceler cearense Airton Queiroz já foi homenageado pela Universidade de Havre, na França, com o título de doutor honoris causa, em 2011, por sua contribuição em favor da educação no Brasil.


Em 2013, período em que a Unifor completou 40 anos, também recebeu várias homenagens, como as realizadas pela Assembleia Legislativa do Ceará, pelo Senado Federal e pela Ordem dos Advogados do Brasil (OAB).


Em 2014, recebeu a maior comenda do Estado, a Medalha da Abolição, entregue pelo então governador Cid Gomes.


Em 2016, recebeu o título de “O Homem do Ano nas Artes, Cultura e Educação”, pela Academia Brasileira de Honrarias ao Mérito (ABRAHM) e a mais alta condecoração no grau cavalheiresco de comendador da sociedade brasileira, que é oferecida pela Ordem JK, por sua atuação nas artes, cultura e educação.


E em fevereiro deste ano foi homenageado na solenidade dos 120 anos de história da Academia Cearense de Letras, da qual era benemérito.


A Coleção de Airton Queiroz, está em exposição no Espaço Cultural Unifor até o dia 9 de julho, conta com um panorama completo da arte brasileira.

 

Irna Cavalcante

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