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Fórum do BNB vai acelerar desenvolvimento de 40 cidades

Fórum pretende reunir gestores, empresários e bancos de fomento em torno de uma agenda de desenvolvimento que partilhe boas práticas, atraia investidores e melhore a competitividade destes municípios

07/07/2017 01:30:00
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Quarenta cidades médias do Nordeste, com população acima de 100 mil habitantes, vão unir esforços para acelerar o processo de desenvolvimento da Região. O Fórum G20%2b20, lançado ontem pelo Banco do Nordeste durante o XXII Encontro Regional de Economia, vai reunir os gestores destes municípios em torno de uma agenda para compartilhar boas práticas, solucionar problemas comuns e atrair investidores privados para estas localidades. No Ceará, cinco municípios participam do projeto. A primeira reunião deve ocorrer em novembro.

[SAIBAMAIS]

O presidente do BNB, Marcos Holanda, explica que a ideia é fortalecer e dar um caráter mais permanente para discussão do desenvolvimento do Nordeste a partir das cidades médias, em função do potencial que estes municípios têm para catalisar investimentos e transbordar resultados para municípios menores.


“A ideia é que seja um fórum de negócios. Eu até brinco que vai ser um fórum para reunir 40 prefeitos, mas não queremos que seja uma reunião para dividir problemas, o que queremos é que seja um fórum para multiplicar soluções, criar uma agenda positiva”.


Foram selecionados 40 municípios dos nove estados da área de atuação do Banco, que tenham entre 100 mil e 500 mil habitantes, que não sejam capitais e estejam fora da região metropolitana.

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Juntos, de acordo com o economista-chefe do BNB, Luiz Alberto Esteves, estas cidades representam 20,9% da população e 33,6% do produto interno bruto (PIB) do Nordeste. No Ceará, foram selecionados os municípios do Crato, Iguatu, Itapipoca, Juazeiro do Norte e Sobral.


Ele explica que o objetivo é criar uma plataforma de governança nestas cidades que permita viabilizar capacitações técnicas, tecnológicas e gerenciais; trocar experiências e compartilhar práticas bem sucedidas; e criar um ambiente de estruturação de negócios identificando fontes de recursos para investimentos, principalmente ligados à infraestrutura urbana.


“Este tipo de financiamento privado com recursos de iniciativas públicas não é algo trivial, precisa ter capacitação técnica. O objetivo é a gente tentar fazer isso na maior quantidade de municípios possíveis”.


Para isso, ressalta que é fundamental nestes encontros a sinergia entre três pontas: o poder público, os investidores privados e os bancos de desenvolvimento nacionais e internacionais.


Uma das primeiras ações do grupo será consolidar um banco de dados sobre projetos estruturantes, com destaque para o setor de infraestrutura, que servirá de referência para futuros encontros de negócios entre prefeitos e representantes da esfera privada. Também serão realizadas pesquisas para estimar a demanda por infraestrutura.

 

Irna Cavalcante

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