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Inflação em Fortaleza abaixo da média do País

A Capital registrou inflação de 0,10%, em maio, abaixo da média nacional (0,31%). O grupo alimentação, com peso de 33% sobre o índice, ajudou no controle dos preços. Maior impacto veio da energia elétrica (10,44%)

10/06/2017 01:30:00

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) - inflação oficial - registrou leve avanço em maio, em Fortaleza, passando de 0,08%, em abril, para 0,10%. A média nacional mais que dobrou (0,31%) ante o índice de 0,14% de abril. Apesar da alta, esta é a taxa mais baixa para o mês de maio desde 2007 (0,28%). O resultado do ano foi para 1,42%, inferior aos 4,05% registrados em igual período de 2016 e o menor acumulado até maio desde o ano 2000 (1,41%). Os dados são do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

[SAIBAMAIS]

No caso da Região Metropolitana de Fortaleza (RMF), o maior impacto veio da energia elétrica que em maio subiu 10,44%. Mas a inflação de maio sofreu forte queda ante igual período de 2016, quando registrou 0,99%.


O grupo Alimentos e Bebidas, que representa 33% do índice, recuou -1,41%. “A maior queda do País entre as regiões pesquisadas”, avalia Daniel Suliano, analista de Políticas Públicas do Instituto de Pesquisa e Estratégia Econômica do Ceará (Ipece).


Para o analista, em razão dessa forte queda no mês de maio o acumulado dos últimos 12 meses, que vinha rodando acima dos 5%, se aproximou um pouco mais da meta perseguida pelo Banco Central de 4,5%. “Não obstante, a RMF apresenta a terceira maior inflação acumulada no ano (1,76%) do País e a segunda mais alta, considerando os últimos 12 meses, dentre as áreas pesquisadas. No nacional, o acumulado já se encontra abaixo da meta de 4,5%, registrando 3,6% nos últimos 12 meses até maio.


O economista e professor da Universidade de Fortaleza (Unifor), Allisson Martins, avalia que o processo inflacionário na capital cearense, acompanhando a dinâmica observada no Brasil, continua em ritmo de queda. Observa que depois de um cenário inflacionário nebuloso nos últimos períodos, a RMF apresentou resultados animadores em maio, pois registrou um dos menores crescimentos de preços no mês.


Martins entende que nos próximos meses, em razão da atividade econômica ainda em dificuldade, sobretudo o comércio, além dos níveis de emprego e renda em baixa, a inflação de Fortaleza continuará sendo empurrada para uma trajetória descendente.


Lauro Chaves, presidente do Conselho Regional de Economia no Ceará (Corecon-CE) e professor da Universidade Estadual do Ceará (Uece), diz que a desaceleração do processo inflacionário brasileiro tem na crise econômica e no elevado desemprego um dos seus maiores vetores, ao lado do processo de ajustes nas contas públicas. “Isso explica os sucessivos períodos de inflações mensais reduzidas que nos colocaram novamente abaixo do centro da meta de inflação”.

 

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