PUBLICIDADE
Jornal

Dinheiro será mais para consumo que dívidas

14/06/2017 01:30:00

Os servidores do Estado devem utilizar a primeira parcela do 13º salário mais para consumo próprio do que para pagamento de dívidas. A avaliação é do economista Alex Araújo. Para ele, os recursos das contas inativas do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) e também do 13º pago no período natalino é que são mais voltados para pagar débitos.


Conforme o economista, a liberação dos R$ 410 milhões no dia 6 de julho é importante para a retomada da economia. “A economia do Ceará é muito baseada no consumo interno. A liberação de recursos ajuda na trajetória de recuperação econômica”, afirma.


Além de estímulo ao comércio, a confiança do consumidor também tende a retomar com injeção de dinheiro.


“O que a gente tem visto, desde o final do ano passado, é que o consumidor tem priorizado o pagamento de dividas. Inclusive, no saque do FGTS, boa parte foi utilizada para isso. Há de se esperar que maior parcela desses recursos de agora (segunda parcela do 13º salário) vá para consumo”, avalia.


Índices

O que os levantamentos têm demonstrado são retração do índice de endividamento da população e avanço da intenção de compra e da confiança do consumidor.

 

Segundo última pesquisa, de junho de 2017, divulgada ontem pela Federação do Comércio do Estado do Ceará (Fecomércio-CE), a intenção de compra do consumidor de Fortaleza subiu pelo quarto mês consecutivo, com 37,1% dos entrevistados revelando disposição para o consumo em junho. Apesar do resultado, o Índice de Confiança do Consumidor de Fortaleza (ICC) apresentou redução de -0,8%, passando de 95,6 pontos, em maio, para 94,9 pontos neste mês. permanecendo em 101,6 pontos.


Já a última pesquisa do Endividamento do Consumidor de Fortaleza, mostra que 65,8% dos consumidores possuem algum tipo de dívida. Na comparação com o mesmo período do ano passado, houve uma retração no índice de oito pontos percentuais, quando indicava 73,8% dos consumidores da Capital endividados.


Ante a pesquisa de maio, o endividamento dos fortalezenses em junho veio 1,6 ponto percentual inferior, ficando abaixo do índice 67,4%.O principal fator para o acúmulo de dívidas continua sendo o desequilíbrio financeiro. (Beatriz Cavalcante)

 

Adriano Nogueira

TAGS