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Ceará perde 2.940 postos de trabalho em maio

Indústria, comércio e serviços registraram as maiores perdas. Construção civil, agropecuária e administração públicas tiveram saldo positivo. Estado apresentou pior índice do Nordeste

21/06/2017 01:30:00
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O Ceará perdeu 2.940 empregos no mês de maio. O resultado consta no Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgado ontem pelo Ministério do Trabalho (MTE). É o pior resultado desde 2003, considerando a série histórica do mês.


A indústria foi o setor que contabilizou o maior número de baixas, com queda de 1.464 postos de trabalho. O comércio negativou 1.209 trabalhadores, enquanto o setor de serviços desempregou 881 pessoas. “A indústria tem apresentado uma recuperação tímida de vagas de emprego no ano. Isso só vai ocorrer de maneira mais clara no segundo semestre”, avalia o economista Guilherme Muchale, da Federação das Indústrias do Ceará (Fiec).


O comércio ainda amargará perdas em 2017. Segundo o economista Alex Araújo, a recuperação será expressiva apenas no número de vagas temporárias. “Não terá um peso significativo para reverter o estoque negativo”, avalia. O cenário para o setor, explica, é desafiador. “Os fatores que impulsionam o comércio continuam deprimidos. O consumidor mantém o endividamento elevado, há capacidade ociosa das empresas e não há retomada nas vendas. A perspectiva de geração de novos postos será bem reduzida”, aponta.


Apesar da redução, alguns setores tiveram saldo positivo. A construção civil gerou 374 postos de trabalho, enquanto a atividade agropecuária manteve 161 empregos, seguida da administração pública com 116. André Montenegro, presidente do Sindicato da Indústria da Construção Civil (Sinduscon-CE), informa que o número ainda é irrisório e a tendência é de queda em 2017. “Não teremos melhora na geração de empregos para o setor até o final do ano. A melhor das expectativas é no primeiro semestre de 2018, quando as empresas planejam os lançamentos”, destaca.


No acumulado do ano, o Ceará perdeu 14.816 empregos. Comércio (-6.853), indústria de transformação (-3.116) e serviços (-2.243) apresentaram as maiores baixas. Já no comparativo com os Estados da região Nordeste, o Ceará encabeçou o primeiro lugar no índice de perdas de postos de trabalho. Paraíba (-591) e Rio Grande do Norte (-202) completam o ranking do saldo negativo. Os destaques positivos foram a Bahia, com geração de 2.966 empregos, seguido do Piauí (836) e Maranhão (782).


Brasil

O Brasil abriu 34.253 novos postos de trabalho. É o segundo mês consecutivo, e a terceira vez no ano, em que o País registrou mais vagas abertas do que fechadas. Em abril, o País já havia criado 59.856 mil vagas de emprego formal. No acumulado do ano, o Caged contabiliza 48.543 postos de trabalho a mais, após dois anos de saldo negativo para o período. De janeiro a maio de 2016, o Caged havia registrado fechamento de 448.011 vagas e, no mesmo período de 2015, 243.948 vagas foram suprimidas.

 

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