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Jornal

Drones: Anac regulamenta usos comerciais e recreativos

Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) aprovou novas regras e proibe sobrevoo em áreas com aglomeração de pessoas

03/05/2017 01:30:00
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A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) aprovou ontem a regulamentação para a operação civil de aeronaves remotamente pilotadas, também chamadas de drones. Pelo regulamento, os equipamentos não poderão ser utilizados em uma distância menor que 30 metros horizontais de pessoas que não deram autorização, com exceção de operações de segurança pública ou defesa civil.


A regra praticamente inviabiliza o uso dos equipamentos para sobrevoar cidades, inclusive para o registro de imagens em shows, jogos de futebol e manifestações. De acordo com o superintendente de aeronavegabilidade da Anac, Roberto Honorato, a restrição foi feita para garantir a segurança das pessoas.


“A nossa preocupação é com a segurança. Não pode passar nem acima nem lateralmente a menos de 30 metros”, explica. Segundo Honorato, a prática será possível se, por exemplo, em um evento, as pessoas autorizarem o uso de drones na hora da venda dos ingressos. Os drones também não poderão transportar pessoas, animais e artigos perigosos.


“No Brasil, hoje, existem mais ou menos 20 mil drones em operação, entre não regulamentados e regulamentados. Esse mercado vai gerar em 2017 R$ 9 bilhões. A regulamentação vai profissionalizar esse mercado”, afirma Márcio Régis Galvão, fundador da Dron Drones, consultoria na implantação de drones.


Segurança

O diretor da Anac Ricardo Fenelon disse que os drones têm potencial para ser usados em setores como agricultura, segurança pública e mineração. “O principal objetivo da regulamentação é viabilizar e estimular esse novo mercado de aviação civil no Brasil, garantindo a segurança mínima nas operações”, ressaltou.

 

Márcio comemora as novas regras. “Esperamos ansiosamente essa regulamentação, a partir daí vai restringir muito o mercado. Quem não tem empresa regitradas, autorizações, não vai poder trabalhar. São poucas que estão habilitadas e nós estamos”, conta.


A fiscalização das operações dos drones será feita pela Anac em conjunto com órgãos de segurança pública. Quem operar os equipamentos de forma irregular poderá responder nas esferas administrativa, cível e penal. Todas aeronaves deverão ser cadastradas na Anac, independente se o uso for recreativo ou comercial.


Exigências

O regulamento divide os drones em três categorias, de acordo com o peso: aeronaves com peso superior a 150 quilos vão passar por processo de certificação similar ao existente para aeronaves tripuladas, e devem ser cadastradas no Registro Aeronáutico Brasileiro (RAB). Os controladores deverão ter mais de 18 anos e ter certificado médico-aeronáutico, licença e habilitação.

 

Para drones com peso entre 25 quilos e 150 quilos, o regulamento estabelece requisitos técnicos que deverão ser seguidos pelos fabricantes. Também é exigido idade mínima de 18 anos, certificado médico, licença e habilitação para o operador.


Já os equipamentos com peso entre 250 gramas e 25 quilos terão que passar apenas por cadastro na Anac, se operados até 120 metros do solo. Abaixo de 250 gramas não haverá nenhuma exigência na regulamentação, por causa do baixo potencial lesivo do equipamento.


A Anac ainda não definiu como será o processo de habilitação dos operadores dos drones, mas provavelmente haverá exames de conhecimento.


Em relação aos aeromodelos, usados para fins recreativos, os equipamentos acima de 250 gramas deverão ser cadastrados no sistema da Anac. Não há limite de idade para operar, mas será requerida licença e habilitação para quem pretender voar acima de 120 metros. (Beatriz Cavalcante com agências)

 

Adriano Nogueira

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