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Jornal

Como fazer a sua própria previdência

É melhor começar logo a fazer o seu próprio pé-de-meia para a aposentadoria. Opções são diversas

09/05/2017 01:30:00

Diante das mudanças na Previdência Pública, é preciso planejar agora um pé-de-meia alternativo para garantir uma vida financeira mais confortável na aposentadoria. Para isso, é preciso pensar alguns fatores, como idade e renda atuais, assim como metas futuras.

[SAIBAMAIS]

“Independente do que for aprovado (na reforma da Previdência), é preciso pensar em alternativas até mesmo para complementar a renda da previdência oficial, que hoje tem um teto de R$ 5,5 mil”, lembra o vice-presidente financeiro do Instituto Brasileiro de Executivos de Finanças (Ibef Ceará), Renato Aguiar.


A renda extra na aposentadoria pode vir de diversas formas: aluguel de imóveis, um plano de previdência privada, tesouro direto, investimento em fundos imobiliários, mercado de ações, etc. Na hora de fazer o planejamento, é fundamental pensar a idade e a renda que se tem hoje; o quanto pode disponibilizar para este investimento e por quanto tempo; e o valor que se pretende alcançar. Quanto mais cedo começar a investir, menos terá que disponibilizar periodicamente para atingir sua meta.


Ele explica que um homem, por exemplo, de 20 anos, que quer ter uma aposentadoria extra de R$ 5 mil, se fizer uma previdência privada com rentabilidade de 7% ao ano, terá que aportar todo mês em torno de R$ 609,02 para atingir seu objetivo a partir dos 60 anos. Se esta economia, no entanto, começa a ser feita aos 40, o investimento sobe para, pelo menos, R$ 2,9 mil mensais.


“Se for mulher, o valor de contribuição será maior porque os planos de previdência privada são formulados levando em conta o tempo de contribuição e uma tabela de longevidade. E a expectativa de vida das mulheres é superior”.


No caso da previdência privada há dois tipos: o Plano Gerador de Benefício Livre (PGBL) e o Vida Gerador de Benefício Livre (VGBL). O primeiro é mais indicado para quem faz a declaração de imposto de renda completa, já que o valor pago ao plano pode ser abatido no Imposto de Renda, com limite até 12% de sua renda bruta anual. Porém, quando o saque é efetuado, o imposto pago é calculado com base em todo o montante acumulado. Já o VGBL, não pode ser abatido no Imposto de Renda, mas o imposto cobrado na hora do saque é calculado apenas em cima do que o dinheiro investido rendeu.


Tendo em mente o que se quer, o próximo passo é buscar o buscar o tipo de investimento que melhor atende ao seu objetivo e fazer uma comparação entre instituições financeiras, corretoras e seguradoras.


O educador financeiro, Samuel Magalhães, lembra que é preciso ficar atento às taxas de carregamento de entrada, percentual cobrado por cada vez que você faz um depósito; as de carregamento de saída; as taxas de administração e também para a rentabilidade, que é o percentual que, em média, rende o fundo e que pode variar de acordo com o plano.


O doutor em educação financeira, Reinaldo Domingues, autor do canal Dinheiro à vista, diz que apesar de ser possível escolher a forma do resgate - se de uma vez ou por meio de uma pensão mensal vitalícia – desde a assinatura do contrato, o ideal é deixar para decidir isso apenas no final, já que vai ser possível ter uma visão melhor do cenário. Ele lembra ainda que, apesar da pensão vitalícia aparentar maior “segurança de longo prazo”, quando o titular morre, independente do tempo em que a pessoa passou usufruindo do benefício, o dinheiro aplicado não pode ser repassado aos herdeiros em caso de morte. “Você vai usufruir apenas enquanto viver”.

 

Irna Cavalcante

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