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Como cuidar do seu dinheiro na crise política

Especialistas recomendam cautela, mas não paralisação dos negócios e operações financeiras. Títulos do Tesouro Direto e aplicações em CDBs e Fundos DI estão entre os investimentos mais recomendados

22/05/2017 01:30:00
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Neste momento de elevado nível de incertezas político-econômicas, após delação envolvendo o presidente Michel Temer (PMDB), fica difícil saber como agir em relação a investimentos e outras operações financeiras cotidianas, mesmo para quem tem dinheiro sobrando. Difícil também prever quanto tempo vai durar o sobe e desce da bolsa e do dólar. A questão, principalmente do poupador/pequeno investidor, é saber onde o dinheiro vai ficar mais seguro e rentável, independente das turbulências.

[SAIBAMAIS]

Especialistas têm diferentes orientações sobre onde investir e se as pessoas devem ou não comprar dólar, ações, comprar ou vender bens duráveis. O presidente do Conselho Regional de Economia no Ceará (Corecon-CE), Lauro Chaves, recomenda muita prudência, pois o cenário de incerteza não é favorável para aventuras. Segundo ele, a crise política atrapalha a retomada da economia. “Nessa situação, o mais recomendável é ajustar o orçamento, cortar gastos supérfluos e manter uma reserva para emergências”, observa.


O economista-chefe da Austin Rating, Alex Agostini, diz que no caso de pequeno poupador, como o governo elevou o risco de não aprovar a reforma da Previdência, os juros de mercado subiram e isso favorece os investimentos em títulos públicos por meio do Tesouro Direto. Destaca que o sistema financeiro nacional é muito seguro e ainda conta com o Fundo Garantidor de Crédito (FGC) que cobre investimentos no valor de até R$ 250 mil por cliente. “Então, coloque seu dinheiro num Certificado de Depósito Bancário (CDB) do banco ou em títulos públicos por meio do Tesouro Direto”, recomenda.

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O sócio do GuiaBolso, Thiago Alvarez, avalia que, como as taxas de juros no Brasil são muito altas, a pessoa consegue investir, sem tomar grandes riscos, em renda fixa (CDBs e Fundos DI). Considera que se a pessoa tem até seis salários investidos isso significa que está formando uma reserva financeira que serve para se proteger em caso de desemprego ou doença. Nesse caso, o investimento disponível mais seguro e rentável é Fundo DI. Para os que tem acima de seis salários investidos o melhor é colocar o equivalente a seis salários que a pessoa recebe no Fundo DI e o restante em CDBs de bancos médios. “São aplicações seguras garantidas pelo FGC, o mesmo que garante a Poupança”, afirma, ressaltando que os interessados devem procurar uma corretora que vai indicar a melhor opção em uma relação de mais de 20 bancos médios.


A orientação de Alvarez é não fazer isso em bancos tradicionais porque não oferecem uma rentabilidade tão boa quanto a dos bancos médios. Explica ainda que o problema do CDB é o prazo de investimento, tempo em que o dinheiro não pode ser retirado, que varia de seis meses a quatro anos, dependendo da instituição financeira. “Não recomendo Tesouro Direto pela complexidade e porque o cliente pode até perder se retirar o dinheiro antes do vencimento da aplicação que é de longo prazo. Além disso, a rentabilidade dos títulos não é maior que a do CDB de um banco médio”, afirma.


Sobre a aplicação mais recomendável Lauro Chaves diz que depende do perfil do investidor (conservador ou agressivo) e do objetivo da aplicação (curto ou longo prazo). O economista Gilberto Barbosa concorda. “Mas assumindo o perfil de um pequeno poupador conservador, nesse momento, é melhor aplicar em títulos de baixo risco como Tesouro Selic e CDBs”, comenta.

 

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