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Jornal

Clima de incerteza

15/05/2017 01:30:00

O clima entre quem trabalha na feira da José Avelino é de incerteza. “A gente fica com medo de botarem a gente para fora a qualquer custo”, afirma a feirante Carmem Lopes, 33 anos.


Ela diz que hoje não tem condições de alugar um boxe em espaços privados e que as soluções de feira pública apontadas pela Prefeitura são inviáveis. “O que eu vou fazer lá na Feira de São Sebastião se lá não vende roupa?“, afirma.


Na opinião de Danúsio Andrade, 37 anos, era preciso oferecer também mais facilidades na forma de pagamento destes outros espaços. “Tinha que ser mais parcelado”.


Já Gleiciane Marques, 18 anos, diz que em função do anúncio da Prefeitura, ela e o marido alugaram na semana passada um boxe na Feira Leste-Oeste do Mucuripe, mas que só pretendem mesmo sair da José Avelino se não tiver outra opção. “Não tem feira melhor para vender”.


Quem compra com frequência no local, apesar de fazer algumas reclamações sobre a falta de estrutura oferecida, diz ser favorável à permanência da Feira por conta da quantidade de pessoas que ficariam impossibilitadas de trabalhar. O medo de que os preços subam é outra preocupação. “O que faz a diferença aqui é a qualidade das peças e o preço baixo. Nestes outros locais é mais caro”, afirmou a estudante Dercinha Santos, 26 anos.

Adriano Nogueira

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