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Cesta básica fica 9,85% mais cara em Fortaleza

Conforme levantamento do Dieese, divulgado ontem, preço na capital cearense teve a segunda maior alta do País. Preço médio da cesta básica chegou a R$ 423,08

09/05/2017 01:30:00

A cesta básica acumula alta de 9,85% em 12 meses, a segunda maior alta entre as capitais brasileiras, ficando atrás apenas de Natal. No acumulado do ano, o avanço é de 7,33%, já a alta mensal é de 3,49%. Com isso, a Cidade tem a 7ª cesta mais cara do País, chegando a R$ 423,08. Os dados, referentes a abril, foram divulgados ontem pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese).


Em Fortaleza, a alta mensal foi puxada pelo tomate (24,32%), do café (5,39%), da manteiga (2,25%) e do pão (1,45%). O produto que apresentou maior redução de preço foi o feijão (-6,13%). O gasto com alimentação de uma família padrão (dois adultos e duas crianças), no mês passado, foi de R$ 1.269,24, informa o Dieese. Destaca ainda que, considerando as variações semestral e anual, a alimentação básica em abril deste ano está mais cara que em outubro de 2016 (R$ 415,41) e do que em abril de 2016 (R$ 385,14).


Apesar dos números do Dieese, o presidente da Associação Cearense de Supermercados (Acesu), Gerardo Vieira Albuquerque, não concorda que os preços dos alimentos básicos estejam mais caros. “Estamos com açúcar, feijão, farinha, arroz, margarina e óleo de soja mais baratos”, comenta, acrescentando que a tendência é dos preços caírem nos próximos meses.


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Segundo o Dieese, em abril as maiores altas foram registradas em Porto Alegre (6,17%), Cuiabá (5,51%), Palmas (5,16%), Salvador (4,85%) e Boa Vista (4,71%). As menores elevações foram observadas em Goiânia (0,13%) e São Luís (0,35%). Porto Alegre foi a cidade com a cesta mais cara (R$ 464,19).

 

Ainda de acordo com o Dieese, em 12 meses, 20 cidades acumularam alta. As elevações mais expressivas foram observadas em Natal (10,28%), Fortaleza (9,85%) e Porto Alegre (8,73%). As reduções ocorreram em sete capitais, com destaque para Belém (-3,49%), Macapá (-3,28%) e Rio Branco (-3,11%).


Conforme a entidade, em abril de 2017, o salário mínimo necessário para a manutenção de uma família de quatro pessoas deveria equivaler a R$ 3.899,66, ou 4,16 vezes o mínimo de R$ 937.

 

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