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Uma "mini-Coreia" no Ceará

A comparação foi feita pelo presidente da CSP, Eduardo Parente, durante cerimônia de celebração das operações da usina. Por ano, mais de R$ 540 milhões são movimentados em compras locais

05/04/2017 01:30:00
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“A gente tem condições de criar em São Gonçalo do Amarante e nesta região a leste de Caucaia uma mini-Coreia (do Sul)”. A afirmação é do presidente da Companhia Siderúrgica do Pecém (CSP), Eduardo Parente, que conduziu ontem uma cerimônia de celebração das operações da usina no Ceará. Com investimento total de mais de R$ 15 bilhões, em quase um ano de funcionamento, a companhia é responsável hoje pela geração de mais de 5,5 mil empregos diretos e 12 mil indiretos e pela movimentação de mais de R$ 540 milhões por ano em compras locais.

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Ele explica que assim como na Coreia, que cresceu em torno do mercado do aço e de um forte investimento em educação, a região pode criar as condições necessárias para que a população também cresça junto com a empresa e aproveite o crescimento econômico das indústrias que estão chegando.


Mais de um milhão de toneladas de placas de aço já foram exportadas pela CSP para mais de 13 países, marca atingida em fevereiro. O que vem mudando o perfil econômico da região e a própria pauta de exportações do Estado. Hoje o setor já responde por metade das exportações cearenses.


Uma conquista que, segundo ele, só foi possível em função da união de esforços dos acionistas (a CSP é formada pela brasileira Vale e as coreanas Dongkuk e Posco), dos funcionários, da classe empresarial e política do Estado que, ao longo dos anos, mesmo com a mudança de governos, criou as condições necessárias para que o investimento ocorresse.

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“A visão do Complexo do Pecém é brilhante. E é brilhante porque é simples, a gente junta aqui infraestrutura de classe mundial, com sistema tarifário que compete globalmente e âncora de peso, daí o desenvolvimento vem a cavalo”.


Ele reforça que o compromisso com a sustentabilidade em todas as dimensões - ambiental, social e econômica é outro diferencial do empreendimento. Mais de R$ 1 bilhão foi investido em equipamentos e processos de controle ambiental em todas as plantas da usina e outros R$ 3 milhões anuais são destinados para monitoramento ambiental.


O governador do Ceará, Camilo Santana, ressaltou em seu discurso o impacto positivo que o empreendimento traz para o Estado. A produção da CSP vai aumentar em mais de 10% o produto interno bruto (PIB) do Estado e em mais da metade o PIB industrial.


“Na realidade, não é apenas um empreendimento físico, uma obra de ferro, aço e concreto, mas uma obra que não tenho dúvidas de que está mudando a vida dos cearenses”.


Para o presidente da Federação das Indústrias do Ceará, Beto Studart, o empreendimento simboliza a concretização de um sonho, que começou lá com o Virgílio Távora e veio até Camilo Santana.


“Essa inauguração é um marco histórico de um novo Ceará e porque não dizer de um novo cearense. Além da importância do capital, do poder aquisitivo, que será ampliado com a instalação da indústria, acho que muda a fisionomia intelectual e cultural do nosso povo”.

 

Irna Cavalcante

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