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Jornal

40% dos servidores poderão se aposentar em dois anos

O Governo do Estado licitará estudo para redimensionar a força de trabalho do Executivo e saber se precisa contratar ou cortar cargos para os próximos 10 anos, conforme o secretário Maia Júnior

04/03/2017 01:30:00
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Em dois anos, 40% dos servidores ativos do poder executivo do Estado estarão em condições de se aposentar. Este percentual equivale a 29 mil de um total de 64 mil servidores ativos. Hoje, já há 5,22 mil que deram entrada no pedido de aposentadoria e seguem trabalhando com o abono de permanência. Os dados são da Secretaria do Planejamento e Gestão do Estado do Ceará (Seplag-CE) e, segundo o secretário Maia Júnior, mostram que o Governo precisa readequar a força de trabalho para os próximos anos, o que pode significar novas contratações ou corte de cargos.


“O Estado vem perdendo força de trabalho e nós vamos contratar um estudo para fazer o dimensionamento dessa força. Mas antes de dimensionar precisamos decifrar quais as carreiras que o Estado tem hoje e qual o cenário delas. A maior parte dos terceirizados, por exemplo, trabalha há 30 anos no Governo e começa a ser desativada para aposentadoria”, afirma, acrescentando que pretende concluir o mapeamento dos cargos até 2018.


A Seplag está em processo de elaboração de termo de referência, anterior ao lançamento de edital para que o estudo seja contratado. O documento finalizado mostrará quais carreiras têm de permanecer no Executivo e quais têm de ser redimensionadas, com necessidade ou não de reposição. “Quero que seja feito um trabalho no longo prazo para dimensionar a força de trabalho para os próximos 10 anos. Não sei se o Estado vai precisar de 63 mil servidores ativos, mas sei que esse redimensionamento tem de aumentar a produtividade pública”, avalia Maia.


Isso implica, segundo o secretário, em aumentar o nível de tecnologia utilizado, com consequente melhora na eficiência e redesenho dos processos públicos. “Outro grande ganho é que poderemos ter melhora na qualificação, com entrada de gente qualificada no quadro”.


Pressões

Maia diz que há pressões das secretarias do Estado por contratação de novos servidores em função das aposentadorias.


“Acho que a gente não pode administrar em cima de pressões. Temos que redimensionar não só para não contratar demais nem de menos, mas ter planejamento de suprimentos e saber para os próximos anos quantos policiais, administradores, engenheiros, analistas de gestão são precisos, ao invés de chegar na pressão e contratar porque está faltando gente”.


Auditoria

O Estado realiza auditoria na folha de pagamento dos 64 mil servidores ativos do executivo e 78 mil inativos dos três poderes, o que inclui Legislativo e Judiciário.


O trabalho rastreia inconformidades no que o Estado paga pelos servidores. Para a identificação, foi contratada a Deloitte por R$ 1,8 milhão. O trabalho com os ativos deve finalizar em até 90 dias e com o restante até dezembro deste ano. (Beatriz Cavalcante)

 

Adriano Nogueira

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