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Jacarecanga deve virar corredor têxtil

08/02/2017 01:30:00

Uma das propostas que estão sendo trabalhadas dentro do projeto Fortaleza 2040, pela Prefeitura, é fazer do bairro Jacarecanga um corredor têxtil da Cidade.


“A ideia é a gente fomentar o corredor da Jacarecanga como o corredor têxtil da cidade, com mercados públicos e, eventualmente, privados para isso, com a própria proximidade geográfica adequada. Enfim, tudo isso está em negociação”, afirmou o prefeito Roberto Cláudio.


O presidente da União dos Feirantes do Estado do Ceará, Heron Moreira, diz que os feirantes não são contra a formalização, nem a desocupação da via pública, porém afirma que existem alternativas na própria rua José Avelino.


“Para que nos tirar da José Avelino se já tem um espaço lá? Nós temos um acordo com a empresa Plano Engenharia, que é proprietária do shopping Benfica, onde foi disponibilizado um terreno na própria José Avelino, esquina com a Tomaz Lopes, de aproximadamente 10 mil m2 que daria para colocar todos os feirantes que hoje não têm local para trabalhar e acabar com esta novela”.


Ele diz que o projeto foi apresentado no ano passado para Prefeitura, mas sem retorno. “Agora vamos reapresentar para o novo secretário da regional do centro e para Câmara dos Vereadores”. De acordo com a entidade, naquele trecho são mais de dois mil feirantes, destes, poucos mais de 1,7 mil cadastrados. A proposta dele, no entanto, não inclui quem já está nos galpões. “Se já estão em locais permitidos para que mexer?”.


Para o vice presidente da Associação Dragões do Mar, Célio Paiva, no entanto, manter aquela atividade na área não resolve o problema. “O problema é que a feira aqui ao lado do Centro Dragão do Mar, com ruas estreitas, causa um transtorno enorme principalmente pela falta de estacionamentos e isso obriga os condutores dos ônibus a trafegarem pela contra mão das ruas, coisa que acontece todas as quartas e sábados desde o início da feira”.


Ele reforça que a proposta que devem apresentar na reunião é pela requalificação da praça e de todo o entorno do Centro Dragão do Mar, incluindo um pedido de adoção da praça pela iniciativa privada. “Para podermos cuidar dela de forma permanente. Também encontrar um consenso em relação aos ambulantes porque da forma que está fica impraticável qualquer empreendimento na área”.


O professor de arquitetura e urbanismo da Universidade Federal do Ceará (UFC), Romeu Duarte, alerta que é urgente a necessidade de retomar o espaço público, mas que também é preciso criar condições para que esta atividade possa ser retomada em condições adequadas.

 

Adriano Nogueira

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