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Por que está na hora de você ter um

Em tempos de instabilidade econômica, ter uma reserva financeira para emergências é ainda mais importante. Não precisa de muito dinheiro para começar. O primeiro passo é fazer um diagnóstico do seu orçamento

23/01/2017 01:30:00
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Irna Cavalcante

irnacavalcante@opovo.com.br


Prevenir é melhor do que remediar. A máxima pode ser aplicada em vários campos, mas é fundamental quando se trata de orçamento doméstico, principalmente, em tempos de instabilidade econômica como a que o Brasil atravessa. Ter um fundo de emergência pode ser crucial na hora de uma necessidade, seja pelo surgimento de gastos inesperados, como com problemas de saúde, ou de perda de receitas, o desemprego por exemplo. E os especialistas orientam: ter um fundo de emergência está muito mais ligado à organização do que à renda.

[SAIBAMAIS]

“Não é uma questão de ganhar muito ou pouco, mas de como lidar com o dinheiro. De fazer as suas despesas caberem dentro do seu orçamento e economizar uma parte para as emergências. Ter este fundo é extremamente importante porque não se sabe quando um problema mais grave vai surgir e é preciso estar preparado”, afirma o professor de finanças da Universidade Presbiteriana Mackenzie, Marco Antonio de Andrade.


Ele explica que os brasileiros não têm, em geral, a cultura de criar uma reserva para momentos críticos. “No Brasil, inclusive, por conta de nossa cultura inflacionária, já que sempre se conviveu com uma inflação alta, é difícil desenvolver uma cultura de poupança. Mas é preciso mudar e criar novos hábitos”.


O economista e professor da Universidade de Fortaleza (Unifor), Mário Monteiro, acrescenta que mais do que a crise em si, hoje, a instabilidade real quanto ao futuro reforça a necessidade de se fazer uma economia. “A gente está passando por um período de transição. Antes, se tinha a percepção de segurança de que o emprego público não era demissível, de que tinha a aposentadoria, que se poderia fazer uma longa carreira dentro da empresa, hoje, isso não existe mais, então é preciso se preparar”.


Para começar

Ele explica que o primeiro passo para começar a poupar é organizar as finanças. Para isso, é importante colocar no papel as receitas e as despesas para poder entender melhor o fluxo. “É colocar as suas necessidades em uma planilha, classificá-las por grau de prioridade e administrar o que é menos prioritário. A partir da gestão do supérfluo, você consegue abrir espaço para uma poupança”.

 

Do dinheiro que começa a sobrar, a sugestão dos especialistas é de que se faça caixinhas diferentes. Investimentos em aplicações de maior rentabilidade para conseguir alcançar as metas no médio e longo prazo, como, por exemplo, aquela viagem dos sonhos ou a aquisição de um carro, e um fundo de reserva, que é um montante mantido à parte, e que deve estar disponível para quando surgirem despesas extraordinárias, emergenciais ou imprevisíveis. “É obvio que na idade mais madura, os imprevistos são maiores, mais prováveis, mas, em linhas gerais, não é questão de uma classe social ou faixa etária”.

Adriano Nogueira

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