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Jornal

Tchau! Isopor, canudo e sacos plásticos

|LIXO| O isopor começou a ser banido em Nova York e, no Brasil, produtos como canudos plásticos começaram a ser proibidos em alguns estados. A substituição desse tipo de material de difícil degradação é possível

20/01/2019 00:00:00

Começou a valer no dia 1º de janeiro deste ano a decisão feita em junho do ano passado de banir o uso de isopor em Nova York. O material terá de ser substituído em lojas, lanchonetes e restaurantes. O Brasil também tem começado certa luta contra o lixo de difícil degradação. No ano passado, o Rio de Janeiro proibiu o uso de canudos de plástico em estabelecimentos e, desde 2007, tem sido estimulado o uso de ecobags para diminuir o descarte de sacolas plásticas. A substituição desse tipo de material é possível e ajuda o meio ambiente.

[SAIBAMAIS]

Coordenador do Laboratório de Resíduos Sólidos e Efluentes (Larse) e professor de Engenharia Hidráulica e Ambiental da Universidade Federal do Ceará (UFC), Ronaldo Stefanutti explica que os principais problemas do isopor são o grande espaço que ele ocupa em aterros sanitários e a dificuldade de reciclagem do material, não por falta de tecnologia, mas pelo pouco valor econômico, que não chama atenção das indústrias. Quando descartado no mar, o produto absorve poluentes e pode ser engolido por animais.

 

Para o professor, o principal vilão é o plástico, correspondente a cerca de 20% do volume total de resíduos produzidos. Ele aponta que essa porcentagem é muito grande e que precisa ser diminuída. "Hoje nós somos dependentes de plástico, lamentavelmente. A gente precisa modificar esse conceito", diz. Ele coloca que, além da questão ambiental, o uso do plástico também é prejudicial para a saúde das pessoas, principalmente no que diz respeito às embalagens de alimentos. O material solta microplásticos que acabam ingeridos acidentalmente junto com a comida.

 

"Basta o consumidor começar a procurar produtos (sem plástico) que o mercado sente logo e a indústria responde bastante rápido, porque ela não quer ter prejuízo", afirma. Ele coloca como alternativa, por exemplo, dar preferência a mercadorias embaladas em vidro, metal ou alumínio, deixando de lado as embalagens plásticas. Em sua percepção, à medida em que mais pessoas fizerem isso, as empresas começam a deixar de lado o material de difícil degradação.

 

Outra opção para continuar usando o plástico é checar se ele é biodegradável e não produzido de derivados de petróleo. Algumas indústrias têm produzido plástico comestível para embalagens de alimento, segundo o professor.

 

DICAS

PARA DIMINUIR A PRODUÇÃO DE LIXO

Ter no trabalho caneca, copo ou garrafa para não utilizar copos descartáveis

Quando possível, recusar sacolas plásticas

Preferir pratos de cerâmica ou vidro e talheres de alumínio

Evitar usar canudos. Comprar opções de bambu ou metal vendidas no mercado

Preferir o uso de ecobags na hora das compras

Quando pedir alimentos para viagem em restaurantes, levar recipientes reutilizáveis para evitar embalagens de isopor

HELOISA VASCONCELOS

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