Warning: include_once(includes/paginas/opovo/online/geral/header.php): failed to open stream: No such file or directory in D:\msx\wwwroot\portal\opovo\src\scripts\Includes.inc.php on line 305

Warning: include_once(): Failed opening 'includes/paginas/opovo/online/geral/header.php' for inclusion (include_path='.;C:\php\pear;D:\msx\wwwroot\portal\opovo\src/libs/google-api-php-client/src/') in D:\msx\wwwroot\portal\opovo\src\scripts\Includes.inc.php on line 305

VERSÃO IMPRESSA

Confronto das Ideias. Tramita na Câmara dos Vereadores de Fortaleza a proposta para que a prefeitura organize uma celebração cristã durante o réveillon. A proposta é contra o Estado laico?

00:00 | 09/12/2018

SIM

 

A laicidade, no Brasil, é entendida de forma peculiar. É que, aqui, ela tomou uma forma distinta daquela seguida pelos países "do Norte". Se lá tivemos uma contínua negação da religião na esfera pública (o que já vem sendo revisto por inúmeros pesquisadores), em solo brasileiro ela não tomou uma feição de negação, ou contraponto, à religião. Pelo contrário, aqui a laicidade diz respeito, sobretudo, ao respeito por todas as crenças e, mais do que isso, à possibilidade de que todas elas venham a ser tratadas com isonomia pelo Estado. Longe de "negar" a presença da religião, busca-se "respeitá-la", sem, na letra da Lei, "promovê-la".

 

Contudo, sabemos que, dada a hegemonia do cristianismo, "católica" por muito tempo, não é bem assim que as coisas se dão, permanecendo o cristianismo sendo apresentado como "credo do brasileiro" e, assim, haurindo regalias que sua dita condição majoritário lhe lega.

 

Nesse sentido, a proposta de "celebração da virada" por parte da Prefeitura de Fortaleza não afrontaria, por assim dizer, os princípios laicos tais como postos em solo brasileiro: continuaria a garantir espaço ao credo majoritário, o que seria facilmente legitimado caso recorrêssemos à "voz das ruas". Mas, a pergunta poderia ser deslocada para algo mais profundo: quem teria espaço nessa celebração? É aí que entra a "ferida" na suposta laicidade que vivemos: a proposta da festa enuncia os méritos das "igrejas cristãs" que, segundo se diz na peça, "tem contribuído para o crescimento de uma cultura de paz" e fomentado "valores". Ora, estaríamos, então, diante de uma celebração cristã paga com o erário; mas, todos os credos "celebram" a passagem de ano. Por qual razão a celebração bancada pelos cofres públicos deveria ser somente "cristã"? Veja-se que a proposta fere até mesmo a tal laicidade à brasileira. E sem nenhum disfarce.

 

Emanuel  Freitas

emanuel.freitas@uece.br
professor da Uece e pesquisador do Núcleo de Estudos em Religião e Política(nerpo)

NÃO

 

O Estado é tutor da liberdade. A laicidade do Estado não exclui a prestação de assistência religiosa haja vista que esta é assegurada constitucionalmente. Numa democracia os gestores estão a serviço do povo e para ele exercem suas atividades. A imposição da vontade minoritária sob uma demagógica austeridade laicista seria possível apenas num Estado totalitário, onde a vontade do povo é ignorada. Infelizmente, nossos campi universitários têm sofrido uma ferrenha militância defensora do materialismo marxista de aparente intelectualidade, porém, sem frutos, e que não representa os anseios de nossa Nação. Essa doutrinação tem gerado no seio da intelectualidade a negação do óbvio: que é a soberania popular quem determina as decisões da administração. A nação brasileira é predominantemente cristã, e é essa maioria que deve ser respeitada - e ouvida! - numa democracia. A democracia teve berço e viabilidade dentro dos conceitos de tolerância da cultura ocidental, nascida e alicerçada na moral judaico-cristã. O sentimento religioso cristão não representa necessariamente um código civil, mas um código moral e ético onde aquele adquire seus fundamentos basilares. Nossos códigos de condutas morais estão acima de nossas normas civis e de nossa administração. Nestes devem se inserir os valores religiosos. Sendo democrática a sociedade, a conduta contrária ou favorável ao sentimento religioso seria naturalmente rejeitada ou referendada pela população. A origem do poder vem do povo. Logo, foi sábia a proposta dos vereadores, pois o povo é o soberano, não o governo.

 

João Clemente  Pompeo 

clementepompeu@hotmail.com
Advogado da Ordem dos Ministros Evangélicos 

TAGS


Warning: include_once(includes/paginas/opovo/col.dir.php): failed to open stream: No such file or directory in D:\msx\wwwroot\portal\opovo\src\scripts\Includes.inc.php on line 305

Warning: include_once(): Failed opening 'includes/paginas/opovo/col.dir.php' for inclusion (include_path='.;C:\php\pear;D:\msx\wwwroot\portal\opovo\src/libs/google-api-php-client/src/') in D:\msx\wwwroot\portal\opovo\src\scripts\Includes.inc.php on line 305

Warning: include_once(includes/paginas/opovo/online/geral/footer.php): failed to open stream: No such file or directory in D:\msx\wwwroot\portal\opovo\src\scripts\Includes.inc.php on line 305

Warning: include_once(): Failed opening 'includes/paginas/opovo/online/geral/footer.php' for inclusion (include_path='.;C:\php\pear;D:\msx\wwwroot\portal\opovo\src/libs/google-api-php-client/src/') in D:\msx\wwwroot\portal\opovo\src\scripts\Includes.inc.php on line 305