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Crianças com autismo têm dia de herói no Corpo de Bombeiros

| FORTALEZA | Crianças com autismo e familiares delas, integrantes da Associação Fortaleza Azul (FAZ), participaram de atividades no Corpo de Bombeiros

00:00 | 08/07/2018
COM DIREITO A capacete e uniforme, as crianças conheceram o quartel dos bombeiros MATEUS DANTAS
COM DIREITO A capacete e uniforme, as crianças conheceram o quartel dos bombeiros MATEUS DANTAS

Os braços se perderam e não chegaram até o fim das longas mangas. O capacete caia um pouco de lado, mas rapidamente era arrumado. Luiz Gustavo, 7, se paramentou e não queria saber de tirar a farda de bombeiro. Como o encantamento de entrar em uma história de heróis, a manhã de ontem uniu realidade e imaginação. Crianças e os pais, integrantes da Associação Fortaleza Azul (FAZ), que apoia crianças com Transtorno do Espectro do Autismo (TEA), aproveitaram as atividades do projeto Bombeiro por um Dia, no Quartel do Comando Geral, na Jacarecanga.

A unidade abriu as portas para visita, com passeio em viaturas, exposição de equipamentos, muro de escalada e interação com os cães dos bombeiros. A capitã Juliane Freire destacou a importância da interação entre sociedade e corporação. “As crianças, principalmente, têm uma fascinação muito grande pela nossa profissão”, lembrou.

Fernanda Cavalieri, presidente da FAZ, celebrou o encontro. “É sempre a superação das crianças com relação ao barulho, à sirene. Ter esse contato com pessoas diferentes. Eu também vejo a importância de os bombeiros conhecerem esse público.

Porque pode acontecer de eles terem de fazer o salvamento de uma criança ou jovem com autismo”, disse.

“A gente precisa explorar ao máximo as coisas que eles gostam. A gente precisa proporcionar para que eles se desenvolvam ainda mais”, destacou a professora Camila Venâncio, 37, mãe de Danilo, 7, que afirmou querer “apagar incêndios” quando crescer. No passeio na viatura, ele tratou de perguntar e tirar as dúvidas sobre todas as funções do carro. Já Júlia, 5, subiu no veículo agarrada à mãe, com as sobrancelhas erguidas e os olhos arregalados. Quando o carro voltou, já estava tranquila acenando para o pai, que estava à espera.

ANA RUTE RAMIRES