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Candidato, Boulos diz que anulará atos de Temer caso seja eleito

| PSOL | Líder do MTST teve nome homologado para disputar a presidência da República durante convenção em São Paulo. A vice dele é a índia Sônia Guajajara

00:00 | 22/07/2018

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Confirmado neste sábado como candidato do Psol na corrida ao Palácio do Planalto, o líder do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST) Guilherme Boulos disse que, se eleito, seu primeiro compromisso será anular atos do governo do presidente Michel Temer.


Entre as medidas a serem revogadas, ele citou a reforma trabalhista, o regime fiscal que estabeleceu teto aos gastos públicos e as concessões de áreas de exploração de petróleo a grupos estrangeiros. São medidas que, segundo ele, fazem parte de uma agenda não escolhida pelo povo e que foi implementada pelo o que chamou de “quadrilha” comandada por Temer.


A chapa liderada por Boulos, que tem a líder indígena Sônia Guajajara como vice, foi homologada na convenção nacional do Psol em um hotel no Centro de São Paulo. A candidatura tem o Partido Comunista Brasileiro (PCB) como aliado e foi classificada pela deputada Luiza Erundina, presente na convenção, como a única chapa de esquerda do País.


Em seu primeiro discurso como candidato do Psol, Boulos disse que a campanha não terá medo de defender temas como a legalização do aborto. Aclamado pelos militantes como o “presidente que faz ocupação”, adiantou ainda que seu programa de governo inclui a desapropriação de prédios abandonados e a reforma agrária. “O trabalhador pode morar em lugar bom também, e tem direito”.


Boulos sustentou ainda que sua campanha não aceita a prisão, que classificou como política, do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.


Além de Erundina, os deputados Chico Alencar e Ivan Valente, assim como o deputado estadual Marcelo Freixo, estavam entre as lideranças do Psol que participaram do ato, acompanhado também por sindicalistas e lideranças de movimentos sociais e indígenas
Quase todos lembraram também de Marielle Franco, vereadora do Psol assinada a tiros na região central do Rio de Janeiro em março, junto com o motorista Anderson Pedro Mathias Gomes. Após quatro meses de investigação, a polícia ainda não chegou aos responsáveis pelo crime. 

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