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A semana. Um longo caminho de incertezas leva às urnas

00:00 | 22/07/2018

 
VIVE-SE UM TEMPO estranho no Brasil. É sintomático do cenário de absoluta indefinição que envolve a campanha, vivendo nestes dias o começo da estratégica temporada de convenções, o fato de a definição dos vices permanecer emperrado na maioria dos entendimentos em curso. Das grandes alianças, nenhuma, até agora, conseguiu apresentar composição completa de chapa na disputa pela presidência da República.


E olha que falamos da terra de Michel Temer, acusado de ter atuado para afastar Dilma Rousseff e herdar dela o posto mais importante do País, depois de uma árdua campanha na qual os dois estiveram juntos no mesmo palanque, quatro anos atrás, prometendo paz, prosperidade e futuro.


Nem isso parece ter adiantando muito, como exemplo, e as conversas permanecem atrapalhadas entre os partidos, poucos se esforçando por buscar afinidade entre os que integrarão a chapa majoritária. Trata-se de uma grande indefinição, e um problema em potencial, mas está longe de representar a maior das dificuldades.


Foi uma semana de muita conversa, alguns poucos acertos e, como síntese, a confirmação de que 2018 apresentará uma campanha eleitoral como poucas já registradas. Temos um líder nas pesquisas que está preso e dificilmente será candidato (Lula, do PT), um segundo colocado que aproveita toda chance que aparece para criar constrangimentos (Jair Bolsonaro, PSL), e um conjunto de outros postulantes que se movimentam à procura de espaço oferecendo poucas razões ao eleitor para sair de um desalento que chega a ser assustador.

GUÁLTER GEORGE

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