VERSÃO IMPRESSA

A semana. No pântano

00:00 | 25/03/2018

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COMO AS INFORMAÇÕES
sobre o assunto estão na reportagem publicada hoje sobre a rede social de Mark Zuckerberg, vou fazer um exercício particular neste texto.


Nunca me inscrevi no Facebook. E, além do blog, uso apenas duas redes sociais, o Twitter e o Instagram, para assuntos profissionais. A única informação pessoal que publico, eventualmente, é a foto de uma simpática gatinha preta, com a qual tenho convivência de mais de uma década. Mesmo assim, as redes dispõem de pelo menos duas informações relevantes sobre a minha pessoa, isto é,  

disponibilizadas por mim: gosto de gatos e não sou supersticioso.
 

Se essas redes têm mais alguma informação sobre minha vida particular - e devem ter muita - é porque somos reféns das câmeras digitais embutidas nos celulares e não há como controlar o que os outros divulgam. Torna-se tão antipático, se alguém lhe saca uma foto em um momento privado - uma festa de aniversário, por exemplo -, que soará agressivo se você disser que não gostaria de vê-la publicada.
 

No início me perguntei se, sendo jornalista, não teria a obrigação de saber o que se passa no Facebook. Depois, vi que era irrelevante entrar no pântano, pois fico sabendo de tudo o que é importante pelos canais seguros: a imprensa tradicional (se bem que tenho de esperar que algum colega chafurde).
 

Aviso: nada tenho contra de quem faz de sua vida um Big Brother (da Globo): cada um sabe de si. E, ainda, nada impede que na lama existam pérolas.
 

Plínio Bortolotti
JORNALISTA

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