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A Semana. Apagão é diferente de racionamento

00:00 | 25/03/2018

PREJUÍZOS Não era para ter ocorrido. A falha de sobrecarga no sistema integrado de energia do Brasil que afetou principalmente Norte e Nordeste, 70 milhões de pessoas, não significa que haverá racionamento de energia. Ainda está sendo investigado, mas em cerca de seis dias o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) deve achar a solução.


Espera-se uma responsabilização pelo erro de programação que houve no linhão de Belo Monte, operado pela empresa chinesa State Grid, que entrou em operação em dezembro de 2017. Mas já se sabe, que, como o empreendimento é novo, há carência e a empresa pode ter se livrado de multa.
 

Os prejuízos foram vistos nas ruas. Semáforos apagados, o trânsito em caos. Os relatos foram de que um retorno para casa de 40 minutos foi transformado em três horas. As empresas fecharam mais cedo. A produtividade do dia se foi. 

 

Provavelmente indústrias, por exemplo, que têm de produzir determinada quantidade ao mercado, mesmo que tenha gerador, pararam a produção. Os custos aumentaram. No comércio, em muitas lojas as maquinetas falharam e o controle do caixa, mesmo que em dinheiro em espécie, depende quase sempre 

do computador. Resultado: as portas se fecharam.
 

Essa situação mostra o quão importante é o investimento no segmento energético. Uma falha ocasionou tantos prejuízos. A propósito, até novela teve de ser reprisada porque clientes do Norte/Nordeste perderam um episódio.

Beatriz Cavalcante
EDITORA ADJUNTA

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