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Aviação. Fortaleza na vitrine do mundo

| CRESCIMENTO | Efeitos da concessão do Aeroporto Pinto Martins à alemã Fraport e do hub aéreo da Air France-KLM/Gol já são sentidos na economia cearense

00:00 | 28/01/2018

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Considerada “a esquina do Atlântico” e “porta de entrada do Brasil”, Fortaleza é a capital brasileira mais perto da Europa, além da proximidade também com a África e os Estados Unidos. A localização geográfica impulsiona negócios. Em 2017, o Aeroporto Internacional Pinto Martins foi escolhido para ser hub (centro de conexões de voos) da Air France-KLM/Gol, meses depois de ser concedido à empresa alemã Fraport. 2018 começou com anúncio de novos voos da Latam e da Gol, além de mais operações da Transportes Aéreos de Cabo Verde (TACV). O futuro é promissor: aponta para mais voos, mais pessoas viajando, mais movimento na economia do Ceará.


“A ideia é fazer do Ceará e de Fortaleza um centro de conexões com o mundo”, diz o governador Camilo Santana, lembranbdo que a meta para o Aeroporto é sair de 6 milhões para 20 milhões de pessoas por ano. “Vai gerar mais oportunidades de emprego, mais hotéis, transportes, restaurantes, mão de obra. Dinamiza a economia”, destaca.


O titular da Secretaria do Turismo do Estado (Setur), Arialdo Pinho, estima crescimento de 15% a 25% do turismo internacional no Ceará e 6% no nacional. “Este ano vai ser uma consolidação de um trabalho longo que temos realizado”, afirma.


O Estado também está buscando mais empreendimentos hoteleiros e aposta no mercado americano como propulsor da economia local. “O Ceará vive uma ambiência muito boa. Tem condições de receber vários investimentos”, avalia o secretário do Desenvolvimento Econômico do Estado (SDE), César Ribeiro.


Os impactos do hub estão sendo avaliados pelo Instituto de Pesquisa e Estratégia Econômica do Ceará (Ipece), que dever lançar o estudo até março. Mas Ribeiro já destaca os incrementos perceptíveis na economia cearense. Geração de empregos, melhoria na qualidade de vida, oportunidade de qualificação de mão de obra, aumento do comércio com as compras dos turistas, injeção de dinheiro na hotelaria e nos restaurantes. “Vivemos um novo horizonte de oportunidades.

Cabe ao Estado trabalhar para que as ideias saiam do papel e gerem resultados”, observa.

CRISTINA FONTENELE

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