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Educação sustentável. Hábito que se aprende desde a infância

00:00 | 24/12/2017

A terapeuta de medicina alternativa, Clea Jatahy, de 36 anos, reside com o filho de oito anos no sobrado em cima da casa da mãe, Maria Bemvinda, no bairro Joaquim Távora, em Fortaleza. A família costuma separar o lixo molhado, que é recolhido pelo caminhão de coleta, dos produtos recicláveis como metal, papel, plásticos. “A gente separa em sacos diferenciados e espera um catador passar. É um hábito antigo da mamãe esperar o catador, que a gente conhece há um certo tempo, inclusive a família dele também”.  

O hábito criado desde pequena leva Clea a acondicionar o lixo, que é levado pelo catador uma vez por semana. Ela conta que ele vende a parte de alumínio para complementar a renda e o restante destina a cooperativas. Alguns produtos que precisam de descarte especial, Clea leva para o supermercado Pão de Açúcar (lâmpadas) e para uma loja de eletrônicos perto de casa (pilhas).  

A expectativa da família é começar também a fazer a compostagem do lixo orgânico. Parte do material já foi comprada. Atualmente, Cleia aproveita cascas de frutas e verduras, a exemplo de mamão e cenoura, para adubo das plantas que cultiva.  

Baseando-se no lixo gerado em casa por três pessoas, a terapeuta reflete sobre a necessidade de repensar os hábitos de consumo. “Tenho um filho de oito anos.  Penso em como a Cidade ou o País vai estar quando ele for adulto se não tivermos mais consciência sobre isso”. (Cristina Fontenele)

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