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Balanço. 2017: O ano em que Donald Trump agitou o mundo

00:00 | 24/12/2017

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Em nome da aplicação do slogan “America First”, um Donald Trump frequentemente imprevisível agitou o mundo em 2017 com suas decisões polêmicas e espetaculares.


Desde sua chegada à Casa Branca em janeiro, os anúncios do magnata republicano foram motivo de apreensão para os aliados dos Estados Unidos: decreto anti-imigração, retirada do Acordo de Paris sobre o clima, assim como da Parceria Transpacífico (TPP, na sigla em inglês), a suspeição do acordo nuclear iraniano e o reconhecimento unilateral de Jerusalém como capital de Israel.


“A doutrina da retirada”, resumiu o presidente do “think tank” Council on Foreign Relations (CFR), Richard Haass, diplomata em vários governos republicanos. O presidente americano “aplica o pior do que se poderia temer em matéria política ‘trumpiana’, com uma retirada da cena multilateral”, afirma Célia Belin, da Brookings Institution, outro “think tank” de prestígio, com sede em Washington.

Três de seus anúncios mais estrondosos - “simbolicamente muito fortes e de pesadas consequências” - têm “apenas vocação para satisfazer seu eleitorado”, mas “não têm nenhuma concretização irreparável nesse estágio”, disse.


A retirada do Acordo de Paris, por exemplo, passa a valer apenas no fim de mandato; o acordo iraniano permanece em vigor; e instalar a embaixada americana em Jerusalém levará “vários anos”. Este é “o método Trump”, avalia a especialista: “uma ruptura simbólica que provoca reações muito, muito fortes”.


“O mundo inteiro entendeu a mensagem: ‘a América está de volta, com força’”, declarou Trump na segunda, 18, ao anunciar sua Estratégia de Segurança Nacional (NSS, na sigla em inglês).


Para Barbara Slavin, do “think tank” Atlantic Council, “Trump parece pensar que a força militar e econômica dos EUA é suficiente para lhes permitir fazer o que quiserem”. (Francepress) 

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