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Protesto. Treino para "ditadura" Diversidade

00:00 | 26/11/2017

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Não só com palavras de ordem que manifestações expõem o que incomoda. Estar junto, discutir, repassar aprendizagem foi a maneira que pessoas encontraram para pedir espaço e dizer o que pensam.

Mais de 40 delas se reuniram, até o fim da tarde de ontem, na Praça Portugal, na Aldeota, em defesa dos direitos de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis, Transexuais e Transgênero (LGBTs), mas não só.

O encontro, denominado de “Treinamento para a Ditadura Gayzista” foi, de maneira irônica, a forma de protesto.

 

Mais que um ato de protesto e reunião, o encontro foi também uma performance urbana e, segundo o estudante do curso de mestrado em Artes Cênicas da Universidade de São Paulo (USP), Eduardo Bruno, que era um dos participantes, uma ação de artivismo artístico e político. "Borra mesmo a fronteira de arte e política", explica.

 

A ação performática é proposta por dois coletivos de Fortaleza, o EmFoco e o Outro Grupo de Teatro, que tem construído suas trajetórias aprofundando pesquisas respectivamente quanto à utilização do espaço urbano e às questões da sexualidade humana e suas subjetividades. 


Manifestantes se encontraram para transformar a tarde com bordados, conversas e treinamento em arte marcial e de maquiagem drag queen. Homens e mulheres puderam tanto aprender a se defenderem, como a realizar uma prática associada ao feminino. O encontro não foi só resposta ao boneco inflável do deputado Jair Bolsonaro, armado na mesma praça na semana passada. Segundo o ator Tavares Neto, um dos organizadores, trata-se de resposta a todas as formas de intolerância e ódio. 

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