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Impostos. Hoteleiros reivindicam concorrência "justa"

00:00 | 26/11/2017
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Desde que o Airbnb chegou ao Brasil, em 2012, hoteleiros se posicionam contra o que chamam de concorrência “desleal”, considerando que plataformas do tipo se beneficiam por não compartilhar da mesma carga tributária. Logo, justificam, os preços são mais competitivos, levando hotéis a perder clientes em potencial.


O reflexo do peso dos tributos e da concorrência imposta pelo Airbnb, por exemplo, é o fechamento de hotéis em todo o País. E lucros praticamente nulos para aqueles que permanecem em funcionamento, afirma o vice-presidente da Associação Brasileira da Indústria de Hotéis (ABIH), Manoel Linhares. “Na verdade, não somos contra a tecnologia, mas reivindicamos igualdade. Esses aplicativos se desviam da carga tributária e nem geram empregos”, diz.


De acordo com o presidente da Associação Brasileira das Empresas de Software (ABES), Francisco Camargo, as inovações disruptivas surgiram para abrir novos mercados, em um “caminho sem volta”. “Um carro que ficava parado no escritório 90% do dia ou uma casa de praia que passava 90% do tempo fechada não ficam mais. Este tipo de mercado mudou a maneira como a gente toca a economia”, observa, lembrando que quem não adere à tecnologia em seus modelos de negócios “vai desaparecer”.


O presidente da Associação Brasileira da Indústria de Hotéis do Ceará (ABIH-CE), Eliseu Barros, por sua vez, declara que o setor hoteleiro de Fortaleza não está desconectado das novas tecnologias. Está com suas acomodações disponíveis em sites como Booking e Decolar.com.


“Se o Airbnb se regulamentar, podemos vender amanhã nosso hotéis com eles. Queremos apenas direitos iguais para a concorrência ser justa”, acrescenta.

 

ADRIANO NOGUEIRA

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