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A semana. Previdência: regras mudam, políticos não

00:00 | 26/11/2017

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O próximo ano já está batendo à porta e a conjuntura política ainda não permitiu a votação de uma das principais reformas, a da Previdência. A situação fiscal do País urge por uma solução premente. Mesmo com alterações na proposta da reforma, fazendo a possível economia fiscal cair a 60% do texto original (era pouco mais de R$ 800 milhões), a aprovação ainda é importante para reequilibrar as contas públicas do País. Na última semana, o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, confirmou que o novo texto da reforma da Previdência mantém a regra de transição para as pessoas próximas da aposentadoria e o tempo mínimo de contribuição ficará em 15 anos e não 25, como na proposta anterior. Neste último caso, entretanto, o trabalhador terá direito a 60% do salário. Chegar aos 100%, mantendo o salário mínimo como piso dos benefícios, exige contribuição de pelo menos 40 anos. A medida de transição fará com que os mais pobres consigam se aposentar mais cedo ainda nos primeiros anos de vigência da reforma. Mas enquanto as regras vão se ajustando, os políticos não.

E a previsão de votar o projeto ainda neste ano fica mais curta.

Dezembro já começa nesta semana e é preciso, já, acabar com as distorções do sistema. Atualmente, há transferência de renda dos que ganham menos para quem ganha o teto da Previdência. 

 
Beatriz Cavalcante
Editora-adjunta do Núcleo de Economia

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