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A semana. Drama argentino, preocupação regional

00:00 | 26/11/2017

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O episódio envolvendo o submarino ARA San Juan, que desapareceu com 44 tripulantes a bordo é trágico por ele próprio, considerando as perdas de vida praticamente confirmadas e o que elas determinam de sofrimento pessoal para parentes e amigos de cada uma. Depois, pelo que geram de preocupação diante dos sinais evidentes de que na origem do problema pode estar uma dificuldade do Estado argentino de manter em condições aceitáveis de uso a frota à disposição de suas Forças Armadas. A possibilidade já apareceu entre um e outro lamento de familiar e imagina-se natural que vá crescendo como hipótese de explicação à medida em que se reduzam mais as chances de resgate do equipamento ou de algum militar. E preocupa, mais ainda, por representar um quadro extensível às demais realidades sul-americanas, incluindo a do Brasil, em que orçamentos apertados e a obrigação de governos de atender ao mais básico e urgente nas necessidades de suas populações obrigam a inclusão dos gastos militares numa linha secundária de prioridades. Ou seja, o que acontece agora com o equipamento da Marinha da Argentina é, infelizmente, suscetível de se repetir não apenas como fenômeno resultante de uma atividade de risco, mas, também, como efeito de um quadro de sucateamento pela qual passam as armadas de todos os países da região.  

 

Guálter George
Editor-executivo de Conjuntura

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