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Jornal

Olhar otimista. Dirigentes partidários falam em fortalecimento

15/10/2017 01:00:00

Representantes partidários divergem sobre a ideia de que a democracia brasileira está em risco. Para parte deles, desde o impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff (PT) as garantias democráticas têm se fragilizado. Outros, defendem que a crise instalada não age fora do regime democrático.
 

A presidente nacional do PCdoB, deputada federal Luciana Santos (PE), cita o impeachment como precursor da fragilização da democracia. “As consequências são avassaladoras, não só para a democracia, como para o interesse do País e do povo”, disse.
 

Para De Assis Diniz, presidente o PT no Ceará, a democracia hoje se resume ao processo eleitoral que ocorre de dois em dois anos. “A democracia está fragilizada em função de três elementos: crise institucional sem precedentes, concentração de renda e exclusão de política e, essencialmente, vedação de acesso ao conjunto de elementos sociais”, diz ele.
 

Presidente nacional do PDT, o ex-ministro Carlos Lupi não crê em ruptura. Para ele, o sistema está consolidado apesar das poucas décadas em vigor. Assim também pensa o presidente do PSD no Ceará, deputado federal Domingos Filho, para quem “o risco de ruptura democrática não nascerá das instituições” e os desafios, ou crises, fortalecem a democracia. “A liberdade de opinião é que faz hoje com que a população esteja cada vez mais engajada”, acredita. (Wagner Mendes)

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